Observando boleiros e os demais tenistas de sua academia, o técnico Valdena garante que os garotos humildes se desenvolvem muito mais rápido que os outros. ‘‘Como ficam muito tempo na quadra observando, treinam paredão e também são pagos para bater bola com tenistas, eles aprendem muito rápido’’, explica.
  Três dos que integram o projeto Jogue Tênis se destacaram e estão sendo bancados por empresários que esperam vê-los crescer no esporte. Eles recebem o material de treino (tênis e raquete) e podem treinar mais vezes por semana para se prepararem para torneios regionais e estaduais – isso fora o torneio entre os boleiros, realizados esporadicamente quando as quadras estão vagas.
  O trio promissor tem Patrik Mendes e Walker Esteves Negrão, ambos de 15 anos, e Luiz Fernando Lima, 16. Moram no mesmo bairro, o Jardim Tarobá, na zona sul, e começaram a ‘‘catar bola’’ na APT há pouco mais de um ano. Como acontece normalmente, os três praticaram outros esportes mais conhecidos (futsal, vôlei e futebol) antes de ter contato com o tênis. Walker e Luiz ainda chegaram a treinar beisebol, na Acel.
  Perguntado sobre seu futuro no tênis, Luiz citou um fato desconhecido por muitos. ‘‘Olha, tem boleiro que ficou famoso. Veja o (Roger) Federer, que hoje é o número 1 do mundo’’, frisou. A reportagem checou em sites especializados e confirmou a informação. Um site inclusive cita que o suíço foi boleiro em um jogo de Martina Hingis em um Master em Montréal (Canadá). (J.K.)

mockup