São Paulo - De volta ao Brasil depois de uma temporada espetacular, o tenista Marcelo Melo já começa a pensar na Olimpíada e nos preparativos para o torneio que ele considera sua prioridade em 2016. Ele revela que os principais atletas do circuito também só falam disso. "A cada três quatro dias, sem exagerar, o Djokovic, o Wawrinka, eles vêm me perguntar como estão as quadras, se já estão prontas. Prioridade não é só minha", diz.
A amizade com Djokovic, número 1 do mundo em simples, também chamou a atenção nas últimas semanas, quando o sérvio postou nas redes sociais parabenizando Melo. "Eu fiquei muito próximo dele quando ganhei em Estoril com o André Sá, em 2007. A gente troca mensagens, se fala. Ele veio falar comigo em Paris quando me tornei líder do ranking, ficou extremamente feliz. Ele ficou surpreso por tirar a hegemonia dos (irmãos Bob e Mike) Bryan. Às vezes treinamos juntos também", conta.
Melo vem de uma maratona pesada que culminou na sua eliminação na semifinal da duplas do ATP Finals, no último fim de semana. "Eu venho fazendo calendário extenso, não sei como vou manejar isso. Eu não tive oportunidade de conhecer o Centro Olímpico no Rio, agora vou para a Ásia numa competição que termina em 21 de dezembro, e viajo dia 6 de janeiro para fazer a preparação para o Aberto da Austrália."
Na Olimpíada do Rio, ele jogará ao lado de Bruno Soares, amigo de infância e com quem já teve dupla fixa no circuito, mas explicou que vai manter a parceira com o croata Ivan Dodig na temporada internacional e disputar com ele os principais torneios. Por isso, a dupla com Soares ficará para eventos menores e para torneios em datas próximas da Olimpíada. "Eu e o Bruno ainda não decidimos em quais torneios vamos jogar juntos. Temos de colocar no papel para realizar uma programação definitiva", conta. "A gente treina junto em Belo Horizonte, preparador físico e fisioterapeuta são os mesmos."
Depois de um ano fantástico, ele mostra otimismo para a próxima temporada e espera colher muitos frutos ainda. "Ganhar Roland Garros e terminar o ano como número 1 do mundo é incrível. Mas não consigo comparar com outras modalidades. De qualquer forma, acho que mereço o reconhecimento", conclui o atleta, que é finalista do Prêmio Brasil Olímpico.

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