Melhor time do interior, terceira melhor campanha geral do Paranaense e melhor time da segunda fase até o momento. Todos esses fatores já credenciariam o Toledo a ser apontado como um dos times a brigar pelo título de 2008, menos para a diretoria do próprio clube, que nem sonha com a conquista. ''Título é uma coisa que vamos pensar daqui alguns anos. Para sermos campeões, temos que estar estruturados senão o clube não aguenta e ainda não estamos totalmente estruturados'', ponderou o presidente Irno Picinini.
Com sete pontos em três jogos, o time do Oeste lidera o grupo B da segunda fase e está bem perto de ficar com uma das duas vagas na semifinal e de conquistar seu principal objetivo no semestre. ''Quando entramos no campeonato, inicialmente pensávamos em não cair. Depois, o objetivo passou a ser ficar entre os oito melhores. Agora queremos ficar entre os semifinalistas. Precisamos buscar para a nossa região uma vaga na Série C do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil'', afirmou o dirigente.
Apesar de o objetivo estar próximo, nada de empolgação. Quem apostou que o time ainda estaria comemorando a vitória sobre o Coritiba, no domingo, se enganou. A ordem é manter a humildade de sempre para não deixar que o clima de oba-oba atrapalhe a classificação. ''A empolgação fica para a torcida. Nós temos mais três compromissos pela frente e é nisso que temos que nos concentrar'', ordenou o presidente, que foi meia do Toledo e do Matsubara.
E foi assim, sem badalação e sem alardes que o Toledo foi construindo a ótima campanha. Fundada em 2004, a equipe toledana disputou a Segundona estadual pela primeira vez em 2005 e já conquistou o acesso. Porém, não conseguiu se manter na Primeira Divisão e foi rebaixado em 2006. No ano passado, já sob o comando do técnico Rogério de Mello, o Perrô, novamente subiu.
O treinador foi mantido, a base do time também. São dez jogadores provenientes das categorias de base. ''Na hora de montarmos o time, selecionamos muito bem os jogadores. Para ficar aqui, teria que ter idoneidade, ser homem dentro e fora de campo, com uma postura correta, e perspectiva de crescimento. Não queríamos boleiros'', afirmou Picinini, contente com as escolhas. ''O grupo está fechado e não se contrata mais ninguém'', continuou. A média salarial é de R$ 3,5 mil, o que gera uma folha de pagamentos de R$ 80 mil mensais.
À receita dada pelo dirigente, uniu-se o fator casa. O Toledo venceu todos os nove jogos que disputou no Estádio 14 de Dezembro, o que responde por 77% dos pontos obtidos pelo clube no Estadual.
Amanhã, longe da torcida, o time pode garantir presença na semifinal. Para isso, precisa vencer a Adap Galo, em Maringá, às 21h45, e torcer para que o J. Malucelli não passe pelo Coritiba, à tarde.

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