Sarina Wiegman, comandante da Holanda, desafia a poderosa seleção americana
Sarina Wiegman, comandante da Holanda, desafia a poderosa seleção americana | Foto: Philippe Huguen/AFP

São Paulo - Elas eram nove dentre os 24 técnicos de seleções na fase de grupos da Copa do Mundo feminina da França. Tornaram-se maioria nas quartas de final e, agora, dois times comandados por treinadoras mulheres vão decidir o título do Mundial de 2019. Na final, as holandesas enfrentam os Estados Unidos neste domingo (7), às 12 horas (de Brasília), no encontro entre as técnicas Jill Ellis, dos EUA, e Sarina Wiegman, da Holanda.

Até aqui, três mulheres foram campeãs na Copa do Mundo como treinadoras, a própria Ellis, em 2015, e as alemãs Tina Theune-Meyer, que conquistou o título com a seleção do seu país nos EUA, em 2003 (na única outra final do torneio com times comandados por mulheres, contra a Suécia), e Silvia Neid, treinadora da Alemanha no Mundial disputado na China, em 2007.

A Holanda está invicta na competição. Sofreu três gols e marcou 11. Mesmo assim, o favoritismo está do lado dos EUA, que só venceu até aqui. A seleção três vezes campeã mundial já marcou 24 gols na atual edição (mais da metade deles na goleada por 13 a 0 sobre a Tailândia, a maior da história das Copas do Mundo) e foi vazada em apenas três ocasiões.

O duelo de técnicas fecha o Mundial descrito como “a melhor Copa feminina da história” pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino. “Haverá um antes e um depois. Esta Copa do Mundo tem sido fenomenal, excepcional”, completou o dirigente sobre o torneio na França. Infantino se mostra favorável à ideia de ampliar a Copa do Mundo feminina de 24 para 32 equipes em 2023. “Não podemos perder tempo, é preciso trabalhar, nada é impossível, se observarmos o sucesso desta Copa, é preciso ir além”, explicou.

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