Meia quer encerrar carreira no Catar
Montezine desembarcou no Catar em 2005 e está na sua quinta temporada por lá. Primeiro passou pelo Al-Arabi, depois pelo Umm Salal, e agora está no Al Rayyan.
A regularidade fez com que o meia despertasse o interesse da seleção nacional desde sua primeira temporada no Catar. Porém, a possibilidade esbarrava em um dos requisitos para a convocação. ''Por lei, eram necessários dois anos de residência fixa (para conseguir a naturalização). Como me mantive jogando bem, recebi a proposta e não pensei nenhuma vez. Aceitei na hora. Primeiro pela oportunidade de defender uma seleção. Segundo por não ser mais um estrangeiro no elenco, já que só três podem jogar'', revelou.
As convocações também se deram boa parte pela rápida adaptação que teve em um lugar onde tudo é diferente: crenças, cultura, idioma, culinária e o calor, muito calor. A população é, na grande maioria, muçulmana e leva as regras da religião à risca. ''O país é semi-aberto, mas eles respeitam muito os estrangeiros'', frisou o londrinense.
Essa cidadania e a adaptação rápida ao país conquistaram o jogador, revelado pelo São Paulo e que passou ainda por Udinese e Napoli. Ele não pensa em mudar-se de Doha. ''Já recebi propostas de clubes europeus, brasileiros, mas quero encerrar minha carreria aqui no Catar mesmo. Tenho uma vida boa aqui, com segurança, escola boa para meus filhos, lazer...'', contou o jogador que gosta de passear com seu barco pela bela Baía de Doha.
Além disso, o forte calor impede os treinamentos durante o dia. Eles geralmente acontecem à noite e num tempo curto. O horário é definido de acordo com o horário da oração. (T.M.)





