Santos - Elano acordou ontem às 8 horas, agitado, com a esperança de que poderia, finalmente, chegar à seleção brasileira. A notícia, porém, só chegou por volta das 13 horas, quando almoçava com o goleiro Mateus num restaurante da cidade. Ele atendeu o celular, deu uma entrevista e logo se levantou, falando para o amigo: ''Me dê um abraço, pois fui convocado''.
O sonho que acalentou desde que começou a jogar no Guarani, com 13 anos, estava realizado. Aos 22 anos, sem passar pelas seleções inferiores, ele chegou à principal. ''Infelizmente, ela veio com a contusão do Kléberson'', disse ele, lamentando a saída do volante por contusão. Mas sabe que daqui para frente sua meta é outra: corresponder à expectativa do técnico Parreira dentro de campo.
Parreira e Elano se conhecem do tempo em que o treinador teve uma rápida passagem pela Vila Belmiro. ''Nem cheguei a jogar, mas aprendi muito com sua experiência'', disse Elano, para quem Parreira é ''disciplinador, gosta das coisas corretas do lado profissional e é muito rigoroso no esquema tático''. E a aplicação tática é o forte desse jogador, como sempre lembra o técnico Leão, que tem no atleta um curinga, que supre sempre as posições falhas. ''Vou como meia, mas se precisar posso fazer outras funções também''.
Com essa nova convocação, a seleção terá o meio-de-campo do Santos, com Renato, Elano e Diego. ''Estamos bem entrosados'', disse o jogador, esperançoso de poder jogar logo na seleção. ''Quando o Renato foi convocado, brinquei que minha vez estava próxima, pois onde ele vai eu vou atrás'', comentou, lembrando que o companheiro foi para o Guarani e ele chegou pouco depois, o mesmo ocorrendo no Santos. ''O Renato respondeu, brincando, que isso ocorria porque eu era chato e eu disse: chato não, sou persistente''. (A.E.)

mockup