Meia ainda sonha em poder disputar decisão paulista
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
Agência Estado 
São Paulo - Elias tem fé. Apesar de o departamento médico da Ponte Preta garantir que ele não enfrenta o Palmeiras amanhã, em Campinas, na primeira final do Paulistão, o jogador acredita que o exame que fará hoje mudará o enredo.
A costela fraturada precisa estar consolidada (e essa possibilidade é remotíssima), senão há o risco de perfurar o pulmão em caso de uma dividida mais forte. Mesmo assim, Elias está confiante. ''Eu não sinto dor. Por mim jogava esse primeiro jogo. É especial para mim'', disse o meia da Ponte Preta.
O jogo não é especial somente por ser final de Paulistão. É que Elias começou a carreira no Palmeiras. Quando ele tinha 13 anos, em 1998, um conselheiro amigo de seu pai arrumou para vaga numa peneira palmeirense. Aprovado, passou a jogar na posição que seria a sua até o ano passado: centroavante, o legítimo camisa 9.
''Sempre joguei no ataque. No São Bento, em 2006, o Rincón me usou na meia. Mas foi o Márcio Bittencourt, no ano passado, que precisava de um meia no Juventus, quem me deslocou de vez'', lembrou Elias, que ficou sete anos no Palmeiras. Nesse período, no entanto, não teve uma chance na equipe profissional. Em dezembro de 2005, seu empresário na época (nome que ele não revela) brigou com o clube e acabou não renovando o contrato.
''Tenho mágoa por não ter tido oportunidade. Minha geração toda pouco jogou. O Ilsinho só foi ter chance no final do contrato e depois saiu. Mas já passou'', contou Elias, ao falar do passado no Palmeiras.
Quando deixou o Palmeiras, Elias teve de começar praticamente do zero. Do Náutico, foi para o São Bento. E depois, em 2007, apareceu a chance de jogar no Juventus. Mesmo atuando na desprestigiada Copa FPF, chamou a atenção da Ponte Preta. ''Eu saí de um time grande e tive de ir subindo degrau a degrau novamente. Mas logo estarei na elite novamente'', disse Elias, que deve defender o Corinthians.


