O sucesso da etapa brasileira do Circuito Mundial de Atletismo - considerada a quarta melhor da temporada pela Federação Internacional (IAAF) - já faz os organizadores traçarem planos mais ambiciosos. Os dirigentes do Grand Prix do Rio querem incluir o meeting brasileiro entre as 12 etapas da Golden League de 1999, que reúne a elite do atletismo mundial.
O Grand Prix do Brasil recebeu a nota 8,509 na avaliação da IAAF, superando os meetings de Paris (França), Berlim (Alemanha), Bruxelas (Bélgica) e Roma (Itália). Só perdeu para o de Montecarlo (nota 8,644), o de Osaka, no Japão (8,958) e o de Zurique, o melhor da temporada, com nota 9,122. A boa avaliação, que segue critérios rigorosos, credencia o Rio a se candidatar a sede da Golden League.
Os organizadores brasileiros conseguiram com 50% menos de dinheiro fazer um meeting mais conceituado do que alguns da Europa. O custo da etapa do Rio girou em torno de US$ 800 mil, segundo o presidente da Federação de Atletismo do Estado do Rio, Francisco de Carvalho, o Chiquinho. Enquanto isso, os meetings europeus têm investimento entre US$ 1 milhão e US$ 1,2 milhão.
O meeting no Estádio Célio de Barros, no complexo do Maracanã, porém, teve alguns trunfos sobre os concorrentes. Mas o mais importante foi a organização, as boas condições do estádio, o respeito aos horários, a boa alimentação e a confortável hospedagem dada aos atletas, além da competitividade das provas.
A avaliação positiva da IAAF não surpreendeu o presidente da Federação do Rio. No caso de ser incluído entre as etapas da Golden League, o Grand Prix carioca continuará sendo realizado no mês de maio ou junho.

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