Agência Estado
Carrasco de Gustavo Kuerten e próximo desafio para Fernando Meligeni, o ucraniano Andrei Medvedev é, sem dúvida, um homem de frases fortes, de efeito. Ao derrotar Guga em Roland Garros, exibiu um largo sorriso e declarou em tom épico: ‘‘Sou a pessoa mais feliz do mundo’’, disse. ‘‘Não acredito que exista alguém neste planeta mais contente do que eu estou agora.’’
Medvedev, o monstro de Kiev (como era conhecido nos seus bons tempos), está de volta. Campeão de vários torneios em temporadas anteriores, como Hamburgo, Montecarlo, Barcelona, e ex-número 4 do ranking mundial (posição que ocupou em 16 de maio de 1994) tem bons motivos para estar feliz da vida: além da classificação para as semifinais de Roland Garros e a perspectiva de renascer para o tênis - já era dado como acabado -, o tenista ucraniano mostrou um jogo capaz de levá-lo de volta a uma boa posição no ranking mundial.
‘‘Eu nasci duas vezes e tenho dois amores’’, afirmou Medvedev, aguçando a curiosidade de todos. ‘‘Renasci para o tênis e caí novamente apaixonado por uma mulher.’’
Pode parecer um devaneio, mas a história é real. Medvedev está lúcido. Ele viveu o inferno no tênis, com crises de depressão e a opção de recorrer a medicamentos para superar os piores momentos. Perdeu também a antiga namorada, a tenista alemã Anke Huber, mas agora, tudo está de volta. Há pouco mais de um mês, Medvedev reencontou Anke Huber no torneio do Estoril, em Portugal. Voltaram a se falar e hoje seus amigos garantem que irão se casar.

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