O time do Atlético Paranaense repetiu na última terça-feira à noite, contra o Corinthians, pela Copa do Brasil, o que fez no dia 28 de novembro de 1996, contra o Atlético Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro. O time atleticano teve medo de ser grande.
Nas duas situações, parecidas inclusive com aquela partida, de 1983, nas semifinais do Brasileiro contra o Flamengo, a equipe paranaense não teve competência para ir mais adiante nas competições nacionais. Em 1983, quando o técnico era Hélio Alves, o Atlético que perdeu por 3 x 0 no Rio de Janeiro, ganhou o jogo de volta, no Estádio Couto Pereira, por 2 x 0, e ficou a um gol de ir às finais do Brasileiro. Terminou na terceira colocação.
No ano passado, quando o técnico era Evaristo de Macedo, o Atlético tinha a vantagem de jogar por dois empates contra o Atlético Mineiro. Perdeu a primeira em Belo Horizonte por 3 x 1. Ganhou a segunda, na Baixada, por 1 x 0. Novamente ficou a um gol de ir adiante. O Atlético ficou na sétima colocação na classificação geral.
Na Copa do Brasil deste ano as semifinais já ‘‘estavam garantidas’’, segundo alguns cronistas esportivos, e até mesmo para boa parte dos jogadores atleticanos. Afinal, o time do técnico Jair Pereira tinha ganho o primeiro confronto por 2 x 1 do Corinthians, em pleno Morumbi (SP).
No jogo de volta, no Pinheirão lotado, com mais de 40 mil torcedores, 90% atleticanos, a alegria da torcida rubro-negra terminou em tragédia pelo que deixaram de fazer em campo os jogadores atleticanos. Resultado: 6 x 2 para o Corinthians. Dependendo de outros resultados das oitavas-de-final, o Atlético oscila entre a quinta e a oitava colocação.
Procurar explicações e culpados depois do desastre da classificação é fácil. O ideal é se precaver antes do insucesso. Mas o próprio Jair Pereira definiu o que aconteceu na última terça-feira: seu time ‘‘amarelou’’ em campo. Uma exceção para o ‘‘amarelou’’ do Jair Pereira: o atacante Oséas. Justiça se faça ao time corintiano que, apesar dos R$ 2 mil de bicho, e de outros R$ 2 de mil de prêmio normal, mostrou um excelente futebol, principalmente Souza, Mirandinha e Donizete.
Do lado de fora das quatro linhas a torcida atendeu o apelo da diretoria e mostrou mais uma vez que não tem medo de ser grande. O ‘Atlético Total’ só depende dele mesmo. E que os jogadores voltem a usar chuteiras em vez do salto alto.

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