São Paulo, 08 (AE) - A campanha irregular do Leites Nestlé, atual vice-campeão brasileiro e campeão paulista, na Superliga Feminina de Vôlei, tem uma justificativa: a ameaça de a equipe perder o patrocínio da multinacional suíça. As jogadoras e os integrantes da comissão técnica do time vivem a incerteza quanto ao futuro. O contrato da empresa com a equipe termina no dia 30 de abril e o comentário em Jundiaí, onde o time manda seus jogos, é que não será renovado.
O resultado disso tem sido derrotas. No domingo à noite, a equipe sofreu a quinta derrota seguida no returno, sendo superada pela Uniban/São Bernardo por 3 a 2, em Jundiaí. "Não temos nenhuma posição oficial da Nestlé", diz o técnico Sérgio Negrão, no comando da equipe desde que foi criada, há seis anos. "Espero que o patrocínio continue."
Com três títulos brasileiros no currículo, Negrão admite que a indefinição do patrocínio é mais um item na relação de motivos que tem feito a equipe a jogar mal no returno da Superliga. "Enfrentamos instabilidades técnica e tática, além da psicológica", lembra o treinador. "No tiebreaker contra a Uniban, por exemplo, faltou novamente a confiança para o time voltar a vencer."
O time está em oitavo lugar no returno e em sexto na classificação geral e, para passar para os playoffs, a equipe precisa vencer apenas um set nos dois jogos que faltam, contra Blue Life/Pinheiros e Rexona. "Melhoramos bastante tecnicamente e confio na reabilitação do grupo", diz. "Já fizemos uma reprogramação dos treinos em função dos playoffs."
Na Nestlé, a empresa limitou-se a dizer, por meio de sua assessoria de imprensa, que "ainda não há decisão" sobre o futuro da equipe de vôlei.
Rodada - Dois jogos abrem hoje a nona rodada do returno da Superliga Masculina. O destaque é para a partida entre Olympikus, líder invicta do torneio, e Telemig, às 20h30, no Rio
com transmissão direta pela Globosat/SporTV. A Olympikus já assegurou participação nas semifinais. Em São Caetano, SOS Computadores recebe o Bento Gonçalves, às 20 horas.

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