Medo de dispensa leva corintianos ao sacrifício
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sexta-feira, 21 de novembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - O medo de terminar 2003 na lista negra já deixa um rastro de insegurança entre os jogadores do Corinthians. Os últimos quatro jogos da temporada - Guarani, Paraná, Bahia e Grêmio - são vistos como a luz no fundo do túnel. A briga dos ameaçados é única: aproveitar as últimas chances antes do dia da dispensa.
O desespero chegou a tal ponto que até quem está numa situação um pouco mais tranquila não quer ficar fora do time. O zagueiro Marquinhos, por exemplo, admitiu que vai enfrentar o Guarani, no domingo, sentindo dores no púbis.
''É importante para mim estar no time'', explicou o zagueiro. ''É mais uma oportunidade de mostrar que tenho condições de ficar no Corinthians. Sabe como é, por enquanto, ninguém está garantido.''
Marquinhos, no entanto, assegura que o ''sacrifício'' não colocará em risco a sua integridade física nem a vai prejudicar o Corinthians. Ele já atuou nessas condições em outras partidas e suportou bem o desconforto da dor. ''Venho convivendo há muito tempo com isso. Mas não é nada que incomode para jogar. Até porque só vou poder me recuperar no período das férias'', admitiu.
A lesão de púbis é uma das que mais atormenta o elenco corintiano. De acordo com o médico Paulo de Faria, trata-se de um problema comum para quem joga futebol.


