Mediocridade
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sábado, 12 de julho de 2014
Marco Justo Losso<br> Agência Estado 
São Paulo - O Brasil entrou em campo contra a Holanda, neste sábado, no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, para fazer a sua última partida nesta Copa do Mundo muito pressionado após o vexame contra a Alemanha. E a equipe de Felipão, com várias alterações, sentiu muito a pressão e perdeu por 3 a 0 para a Holanda, mostrando as mesmas falhas que teve na semifinal. O resultado valeu para o time holandês o terceiro lugar no Mundial de 2014.
Com o resultado, o Brasil voltou a perder duas partidas seguidas em Copa do Mundo, o que só aconteceu em 1966 e 1974. E a seleção de Felipão termina a Copa do Mundo com 10 gols tomados nas duas partidas finais, com o 7 a 1 contra a Alemanha e os 3 a 0 contra os holandeses. A Holanda, por sua vez, deixa a Copa invicta.
O JOGO
A partida começou com uma baixa para a Holanda. No aquecimento, minutos antes do duelo começar, Sneijder sentiu uma contusão na coxa direita e deu lugar a De Guzman. Do lado brasileiro, Neymar, como prometido, foi até Brasília, entrou em campo e acompanhou a partida do banco de reservas.
Mas a 1 minuto de jogo, parecia que o pesadelo da Alemanha estava de volta. Em jogada rápida, em que mais uma vez o meio de campo ficou olhando, Robben ganhou de cabeça de David Luiz e passou para Van Persie. Por sua vez, o atacante ganhou de Thiago Silva e devolveu para Robben, que saiu na frente do zagueiro brasileiro, mal colocado. Thiago Silva pôs a mão no ombro e derrubou o holandês, mas fora da área. O árbitro argelino Djamel Haimoudi marcou pênalti e não expulsou Thiago Silva, que era o último homem antes de Julio Cesar. Sem querer saber dos erros da arbitragem, Van Persie bateu no alto, sem chances para Julio Cesar, para fazer o seu quarto gol nesta Copa.
O gol serviu para mostrar a fragilidade da defesa brasileira, mas não desequilibrou a equipe de Felipão, que até conseguiu tocar a bola e levar algum perigo para a zaga holandesa com Ramires e Jô. Mas a equipe voltava a cometer erros e deixar espaço para os holandeses. E aos 16 minutos, o pesadelo do massacre alemão se confirmava, pelo menos até então. Em jogada pela direita, Robben achou De Guzman livre, mas impedido. O auxiliar não marcou e a jogada continuou. O meia cruzou e o "apagão" que aconteceu contra a Alemanha aparecia novamente. David Luiz afastou fraco para o meia da área e nenhum jogador apareceu para cortar. Blind dominou como quis e chutou no alto, para fazer o segundo da Holanda.
O Brasil tentava levantar a cabeça e, aos 20 minutos de jogo, Oscar fez a primeira boa jogada pelo meio e chutou firme, para boa defesa de Cillessen, a primeira do goleiro holandês.
Com bolas áreas, a seleção tentava encontrar um espaço na boa defesa holandesa, mas sem sucesso. O time brasileiro mostrava um toque de bola previsível, sem imaginação, dependendo de jogadas individuais isoladas de Oscar, Maicon e Willian.
Na volta para a etapa complementar, a seleção tentou mostrar toque de bola progressivo, com alguma organização, mas sem assustar os holandeses. Aos 4 minutos, quase a Holanda marcou. Em batida de bola rápida, Robben saiu na frente de Julio Cesar e chutou firme, para desvio na última hora de Thiago Silva. Wijnaldum ainda tentou cabecear para o gol vazio, mas jogou para fora.
Aos 24, já no desespero, Oscar se jogou contra a perna de Blind e tentou cavar um pênalti. O juiz marcou falta de Oscar e deu cartão amarelo para o brasileiro.
Com a falta de criatividade da seleção brasileira, a torcida no estádio Nacional Mané Garrincha, a partir dos 40, insatisfeita, começou a gritar "olé" enquanto a Holanda tocava a bola.
No fim, aos 45 minutos, a Holanda ainda encontrou espaço para mais um gol. Em jogada pela direita, mostrando toda a fragilidade da equipe brasileira, Robben passou para Janmaat nas costas de David Luiz. O meia cruzou para Wijnaldum fechar o placar. Despedida melancólica, sob vaias da torcida.


