Brasileiro precisava apenas chegar à final em Pipeline para repetir título de 2014
Brasileiro precisava apenas chegar à final em Pipeline para repetir título de 2014 | Foto: Brian Bielmann/AFP



São Paulo - O brasileiro Gabriel Medina, 24 anos, garantiu nesta segunda-feira (17) o bicampeonato mundial de surfe. No último dia da etapa de Pipeline (Havaí), ele venceu a bateria de semifinal contra o sul-africano Jordy Smith por 16,27 a 15,83. Para ficar com o título sem depender dos rivais, Medina precisava apenas avançar até a final.

O australiano Julian Wilson, único que poderia tirar o título do surfista paulista, se classificou para a outra semifinal, porém, com a passagem do brasileiro para a última bateria, não teria mais chances de tirar a conquista de Medina.

O brasileiro fez em 2018 sua temporada mais regular desde que conquistou a Liga Mundial de Surfe, em 2014. Desde o seu título mundial, o surfista nascido em São Sebastião, no litoral de São Paulo, se manteve na elite do esporte. Ele terminou a temporada duas vezes em terceiro lugar (2015 e 2016) e uma vez como vice-campeão (2017).

Faltava, no entanto, uma performance tão constante ou até mais do que a de 2014, quando ele também chegou a Pipeline em situação favorável para levar a taça. Na ocasião, seu principal concorrente era o australiano Mick Fanning.

No ano passado, o paulista ficou na segunda posição mesmo tendo vencido duas etapas, contra uma do campeão, John John Florence. O surfista do Havaí, porém, chegou pelo menos às quartas de final em nove dos 11 eventos do calendário. O brasileiro, em seis deles.

A regularidade ausente em 2017 esteve presente em 2018. Das dez etapas realizadas até Pipeline, Medina venceu duas (Taiti e Califórnia). Também foi às semifinais três vezes e parou nas quartas outras três. Dessa forma, ele abriu uma vantagem confortável sobre os maiores concorrentes.

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