Médico acusa LEC de falsificar assinatura
O caso Jayme promete esquentar e talvez parar até na polícia. O advogado do jogador, André Luís Gorla, protocolou nova petição na 2ªVara da Justiça Trabalhista em que acusa a direção do Londrina de falsificar também a assinatura do então médico do clube, o cardiologista Leandro Peron de Oliveira, no contrato de Jayme.
Um documento, atestando que o atacante não foi atendido pelo médico, foi anexado à petição. Segundo a juíza Patrícia Benetti Cravo, a nova acusação ainda não foi anexada ao processo, que está em sua posse.
O cardiologista confirmou à Folha que a assinatura no contrato enviado à CBF não é dele. Eu não reconheço esse assinatura como sendo minha. Não fui eu quem assinou. Tentaram fazer a minha assinatura, garantiu Peron, que faz parte da equipe de médicos do Centro do Coração, comandado por Luís Carlos Miguita, que prestava serviços ao Londrina há 35 anos. Ele se desligou do clube há duas semanas.
Peron ainda contou que nunca examinou Jayme. Não tenho o registro dele na clínica, afirmou o cardiologista. No contrato de trabalho onde aparece a assinatura do médico, não há o carimbo dele sob sua assinatura. Há apenas o número de seu registro profissional batido à maquina.
A suposta falsificação, faz com que Peron suspeite de que haja outros casos semelhantes. Ele trabalhou lá de julho de 2008 até o mês passado. Passa pela minha cabeça e pela do doutor Miguita, que era o chefe do Departamento Médico na época, que possa ter outros casos iguais. Se aconteceu uma vez, pode acontecer outra, desconfia.
A assinatura de um médico no contrato de trabalho de um jogador atesta que o atleta tem condições físicas de praticar o esporte sem sofrer nenhum dano à sua saúde. Se algo de ruim acontecer com o jogador que pudesse ser detectado em um exame admissional o médico que atestou as condições de saúde dele pode ser responsabilidade civil e criminalmente. Já pensou se acontece alguma coisa com o jogador, se ele morre? Até eu provar que a assinatura não era minha..., disse, em tom inconformado, Peron. Quem fez uma vez pode fazer outras, insistiu.
O cardiologista já acionou um advogado para acompanhar o caso. Ele afirmou que, por enquanto, não vai acionar a direção do clube. Porém, não descarta um processo contra os responsáveis pela suposta assinatura falsa no documento. O ato pode caracterizar falsificação ideológica, entre outros crimes. Não vou aceitar que coloquem meu nome e o do doutor Miguita no meio da sujeira, esbravejou Peron.
Por meio da assessoria de imprensa do clube, o advogado e presidente do Conselho Deliberativo do Londrina, Ricardo Ramalho, afirmou que não se pronunciaria sobre o assunto enquanto o clube não fosse notificado. Já o presidente Peter Silva afirmou que não comenta assuntos ventilados apenas pela imprensa.
LEEL fora
Uma reunião do Conselho Deliberativo do clube agendada às pressas para hoje à noite selará o fim da parceria entre a Londrina Empreendimentos Esportivos Limitada (LEEL), que administrava a base do Londrina, e o clube. Em carta assinada pelo vice-presidente do LEC, Genivaldo Dias, o Tubarão requer o fim do contrato por suposto descumprimento das obrigações por parte da LEEL.
Mirko Bressanini, um dos sócios da empresa, afirmou que está em dia com os compromissos e garantiu que os cotistas serão ressarcidos com o rompimento.





