O torcedor paranaense já estava se acostumando a ver alguns medalhões em campo no primeiro trimestre do ano nos jogos do Campeonato Estadual. Nos últimos anos, os pequenos clubes apostaram em veteranos com nome no futebol nacional como forma de obter resultado não só dentro, mas principalmente fora de campo. Passaram pelo Paranaense os atacantes Dozinete Pantera, Agnaldo, Sinval, o meia Carlos Alberto Dias, o lateral Vítor, tetracampeão da Libertadores da América pelo São Paulo, além do volante Zé Elias. Em 2009, porém, os veteranos famosos foram colocados de lado e a aposta está nos jovens 'bons e baratos'.
As condições físicas ruins e o alto salário destes medalhões são motivos suficientes para que os times do interior mudem de ideia na hora de montar o time. Nem mesmo Atlético Paranaense, Paraná Clube e Coritiba abriram os cofres.
Se o torcedor não vai ver medalhões em campo, verá uma nova moda no futebol: as filiais. Serão duas no Paranaense 2009. Os torcedores do Paraná Clube, por exemplo, terão duas opções de times para torcer, já que o Tricolor mandou um time inteiro, além da comissão técnica para União da Vitória. Por debaixo da camisa do Iguaçu, os jogadores ''vestirão'' a malha azul, vermelha e branca.
A outra filial está localizada no Sudoeste do Estado. O Toledo usou sua invejável estrutura para seduzir o hexacampeão brasileiro, o São Paulo. Do Morumbi, chegarão a Toledo 12 jogadores e mais a comissão técnica, que será encabeçada pelo ex-zagueiro do próprio São Paulo, Sérgio Baresi. Entre os emprestados estão o meia Sérgio Motta, que não conseguiu se firmar no time de Muricy Ramalho, e o lateral-esquerdo Alex Cazumba, que disputou o Brasileirão pelo Figueirense e não teria espaço no Tricolor.
O Paranaense 2009 também terá a volta de uma das principais cidades do Estado no roteiro, depois de 12 anos de ausência. O Foz do Iguaçu é um dos caçulas do torneio e promete surpreender. O primeiro desafio, porém, é permanecer na elite. O time corre contra o tempo para deixar o Estádio ABC em ordem para o campeonato. A estréia, entretanto, será longe da torcida. Como perdeu um mando de campo pelos incidentes ocorridos na última rodada da Divisão de Acesso do ano passado, o time mandará o jogo contra o Nacional, no Estádio Ninho da Cobra, em Cascavel.
A base que disputou a Copa Paraná foi mantida. Juntaram-se a eles alguns reforços como o meia Leandro Bravin, revelado pelo Londrina e que passou pelo Atlético Paranaense, e o goleiro Cléberson, ídolo da torcida na campanha do acesso.
O outro caçula é o Nacional. O time de Rolândia aposta na experiência de Gilberto Pereira para não fazer feio no retorno.
No Cascavel, depois de uma grave crise financeira e a troca de toda a diretoria, o técnico China, campeão mundial com o Grêmio como jogador, tem o desafio de manter o time novamente na Primeira Divisão. O destaque é o atacante Júnior Santos, campeão da Copa Paraná com o Londrina.
O Paranavaí foi buscar em Cianorte o técnico Cláudio Tencatti e a base do time. O destaque é o atacante Edenilson, campeão estadual com o Vermelhinho em 2007. No Cianorte, a aposta é o técnico Nei César, que comandou o Tubarão na conquista da Copa Paraná, em 2008.
Já o Engenheiro Beltrão não esperou o campeonato começar para trocar de treinador. Assim, saiu Claudemir Sturion e chegou André Oliveira. O meia-atacante Safira é um dos destaques do time.
Já o Tubarão é quem entra com mais tranquilidade no torneio entre as equipes do interior. O time já está garantido na Série D do Campeonato Brasileiro deste ano e na Copa do Brasil de 2010, por isso, usará o torneio para se preparar para a volta ao cenário nacional. O time é modesto, dentro das limitações financeiras. O destaque é o meia Silvinho, 31 anos, que passou seis temporadas no Japão. O técnico é Mauro Madureira, que teve uma boa passagem pelo Alviceleste em 2007.

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