Medalhistas olímpicos querem reerguer CBDA
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sexta-feira, 07 de abril de 2017
Gonçalo Junior<br>Agência Estado 
São Paulo Um dia depois da prisão de três dirigentes da Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA), entre eles o ex-presidente Coaracy Nunes, 13 medalhistas olímpicos cobraram, por meio de uma nota conjunta, "eleições mais democráticas e legítimas com a maior brevidade possível" e se colocaram à disposição para "o reerguimento da confederação".
Poliana Okimoto, única medalhista dos esportes aquáticos do Brasil nos Jogos do Rio-2016 (bronze na maratona aquática), foi uma das signatárias do documento dos atletas. "Infelizmente, os atletas vão pagar pelos erros dos dirigentes", disse a nadadora. "No dia a dia, os atletas vão ficar inseguros, com medo do que vai acontecer", completou.
O grupo de atletas, que utiliza o aplicativo de mensagens Whatsapp para se comunicar, foi criado há dois meses. O objetivo é aumentar a participação dos atletas na confederação. "É o momento de os nadadores se unirem. Nossa voz não tem peso. É hora de mudar isso", determinou Poliana Okimoto.
A Operação Águas Claras, da Polícia Federal, investiga desvios de recursos públicos repassados à CBDA. Além de Coaracy Nunes, foram presos na última quarta-feira o diretor financeiro da entidade, Sérgio Alvarenga, e o coordenador de polo aquático, Ricardo Cabral. Foi também expedido um mandado de prisão preventiva para Ricardo de Moura, superintendente da entidade.
Nesta sexta-feira (7), a juíza federal Raecler Baldresca, da 3ª Vara Federal Criminal em São Paulo, mandou bloquear até R$ 40 milhões de Coaracy Nunes e outros cinco alvos da operação.


