Medalhistas no Pan buscam vaga na Olimpíada
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quinta-feira, 25 de novembro de 1999
Por Rodrigo Mattos (Especial para AE) 
Rio, 25 (AE) - Os cavaleiros álvaro Miranda Neto, o Doda
Bernardo Alves, André Joannpeter e Rodrigo Sarmento, medalhistas de ouro no Pan-Americano de Winnipeg, em agosto, lutam agora para participar da Olimpíada de Sydney. Eles fazem parte do grupo de seis pré-selecionados para a disputa de três vagas na competição, pois Rodrigo Pessoa, primeiro do ranking mundial, já tem tem participação garantida. O melhor cavaleiro brasileiro está competindo na Europa, ao lado do pai, Nelson Pessoa, que é o sexto pré-selecionado.
Enquanto isso, os membros da equipe brasileira que ganharam o ouro em Winnipeg participam da prova do 61º Aniversário da Sociedade Hípica Brasileira (SBH), que começou hoje e vai até domingo, no Rio. Além deles, estão na disputa Vítor Alves Teixeira, tricampeão Sul-Americano, e Fábio Leivas, bicampeão da competição. A formação da equipe brasileira na Olimpíada será decidida em concursos na Europa, que vão ser realizados nos meses de junho e julho.
Até lá, outros cavaleiros podem entrar na briga pelas três vagas. "Temos dez cavaleiros com chances de participar da Olimpíada", garantiu Doda. "A briga vai ser difícil, não dá para arriscar quem serão os vencedores com tanta antecedência." Bernardo Alves concordou com Doda. "Ainda é muito cedo para pensar na Olimpíada, só vou me preocupar com isso no próximo ano", afirmou. Ele explicou que a disputa acirrada pelas vagas é boa, pois eleva o nível do hipismo. "Antes sobravam vagas e até reservas chegaram a saltar."
Depois de ficar próximo de ganhar o ouro individual em Winnipeg - perdeu a medalha no último percurso de desempate - Bernardo sente falta de um bom cavalo para disputar as vagas em igualdade de condições com os outros cavaleiros. No Pan-Americano, ele saltou com Atlética, de propriedade de André Joannpeter. "Agora, dependo que me emprestem outro cavalo", afirmou.
Doda reconheceu que a falta de um animal de qualidade complica a situação do cavaleiro. Ele conta com Aspen, que tem nível internacional, mas não disputará a prova da SBH, pois Doda preferiu deixá-lo em São Paulo. "Nessa competição, não devo sentir tanto a sua falta, por isso não o trouxe." Além de não ter um bom cavalo, Bernardo tem encontrado dificuldades para participar das competições de nível internacional. Classificado para a etapa da Copa do Mundo em Las Vegas, o cavaleiro não poderá participar por falta de dinheiro. "Sem patrocínio fica difícil, pois temos de pagar do nosso bolso", disse ele, explicando que o hipismo é um "esporte caro".
Segundo Doda, dinheiro para viajar não é suficiente, pois algumas vezes os cavaleiros brasileiros são impedidos de participar de algumas provas na Europa. Ele explicou que os organizadores dos concursos de saltos não dão convites para os brasileiros. "Quando eu estava na Europa, muitas vezes tive que recorrer ao Nelson Pessoa para conseguir ser inscrito."


