Os medalhistas brasileiros na Olimpíada de Sydney não conseguiram o primeiro lugar no pódio, mas tiveram a recompensa em ouro pelo desempenho nos Jogos. Ontem, eles receberam barras distribuídas pela Bolsa Mercantil e de Futuros (BM&F). Ao todo, a empresa distribuiu 5,3 quilos de ouro para 55 atletas.
A entrega dos prêmios foi marcada por uma cerimônia no centro de São Paulo. A maioria dos medalhistas brasileiros que esteve em Sydney compareceu ao evento e teve a oportunidade de falar sobre a experiência na Austrália.
Alguns dos relatos foram reveladores, como o do velejador Robert Scheidt, que acabou confessando ter tido vontade de dar um murro no inglês Ben Ainsle, que, para ganhar a medalha de ouro, fechou sua passagem durante toda a última regata. ‘‘Foi preciso bastante controle na hora, mas, depois que a cabeça esfria, você acaba vendo que na hora ele fez o que tinha de fazer.’’
Adhemar Ferreira da Silva, único bicampeão olímpico brasileiro, também foi homenageado e, na solenidade, procurou explicar para o público o valor e as dificuldades enfrentadas pelos atletas para conseguir uma medalha em Sydney.
Doping – O Brasil terá um representante na Agência Mundial Antidoping, entidade criada em novembro para coordenar a luta contra as drogas proibidas que melhoram o desempenho no esporte. Alexandre Teixeira, diretor de Ciências Aplicadas ao Esporte do Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto (Indesp), assume a representação dia 16, em Oslo, na Noruega.