Apesar da medalha de prata conquistada no ano passado, uma história conhecida de muitos atletas brasileiros se repete com a dupla Ágatha e Duda: a dificuldade de encontrar patrocínios para o novo ciclo olímpico continua enorme, mesmo após o grande resultado no Rio.

Um cenário que a própria atleta considera "punk", afinal, existia a expectativa que a situação ficasse, digamos, um pouco mais tranquila após uma conquista tão importante para o País. Não é a realidade, o que preocupa a dupla quando se pensa em bancar uma equipe de 11 profissionais, fundamental para manter um trabalho de alto nível. "A nossa situação de patrocínio é muito ruim, estamos praticamente sem nada e as negociações acontecem em passos lentos".

Do ciclo passado, a expectativa é que o governo federal e estadual continuem apoiando o projeto, além de Ágatha integrar a Marinha. Neste período, Duda também busca ingressar nas forças armadas. "Estamos com vários projetos em negociação, mas a respostas das empresas ainda não aconteceram. Fica difícil manter um altíssimo nível sem apoio financeiro".

A preocupação de Ágatha está em bancar os profissionais que estão junto com ela pensando em Tóquio. "Por enquanto, todos estão acreditando, estamos nessa crença que as coisas irão acontecer. Precisamos pagar o salário das pessoas, ninguém vive de ar. Esse dinheiro nos dá a tranquilidade para viajar, se alimentar bem durante as competições, ficar num hotel... Ficar pensando em dinheiro atrapalha demais todo o nosso trabalho". (V.L.)

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