São Paulo - O chefe de equipe da McLaren, Martin Whitmarsh, admitiu ontem que a escuderia inglesa tem como missão esfriar os ânimos na disputa entre as equipes, lideradas pela Ferrari, e a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) na questão do regulamento de 2010. Para o próximo Mundial, a FIA estabeleceu um teto orçamentário de 40 milhões de libras (cerca de R$ 130 milhões) que oferece vantagens técnicas para quem o adotar.
O limite gerou diversos protestos das escuderias, que reclamam da criação de dois regulamentos na categoria - um para os que adotarem e outros para os que o rejeitarem. A Ferrari disse que abandonará a F-1 se o regulamento não mudar.
A McLaren, no entanto, procurou não criticar publicamente o teto orçamentário e evita entrar em rota de colisão com a FIA. Em abril, a entidade ameaçou banir a equipe de três corridas do Mundial por conta de uma polêmica envolvendo Lewis Hamilton e os comissários do GP da Austrália.
"Nos sentimos responsáveis em apaziguar e ajudar a resolver situação", explicou Whitmarsh, segundo a revista "Autosport". "F-1 é nosso principal negócio, e acho que qualquer equipe na F-1 diria que a McLaren está sendo bem construtiva e conciliatória, o que vimos como sendo o nosso papel."
"Estamos no meio do caminho no que diz respeito aos orçamentos, e acho que temos uma afinidade tanto com as grandes quanto com as pequenas equipes. Temos que tentar unir um modelo como a da Toyota a um relativo à Toro Rosso, o que é um grande desafio."
Whitmarsh também explicou o porquê de a equipe ter evitado se manifestar publicamente. "A gente vem falando dentro do grupo (de equipes), não fora. Esse é o lugar certo para se manifestar. Acho que nossa posição está sendo muito clara e é sempre colocada firmemente nas discussões."

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