A crise na McLaren é tão grande que dirigentes da equipe e do alto comando da Daimler-Chrysler, grupo a quem pertence a Mercedes, sócia do time, reuniram-se ontem, na Alemanha, a fim de medidas emergenciais. ‘‘Temos de melhorar em tudo, chassi, motor, eletrônica, pilotos e equipe’’, afirmou Juergen Hubbert, presidente do grupo. Enquanto a Ferrari, líder entre os construtores, somou até agora, depois de nove etapas disputadas, 94 pontos, a McLaren-Mercedes não passou de 53. ‘‘Depois da decepcionante corrida na nossa casa, tínhamos de tomar providências’’, lembrou Hubbert.
Na corrida de Nurburgring, domingo, diante dos alemães, a Mercedes não só perdeu feio para a maior adversária na pista, a Ferrari, mas principalmente para a concorrente do mercado, a BMW. Ralf Schumacher só não venceu a competição com Williams-BMW porque cometeu um erro infantil – cruzar a linha branca na saída de box – e foi punido com um stop and go.
Mesmo assim colocou em risco o terceiro lugar do melhor piloto da McLaren-Mercedes, David Coulthard, que cruzou a linha de chegada 24 segundos atrás de Michael Schumacher, o vencedor. ‘‘Somos os melhores do resto’’, definiu Coulthard. O diretor esportivo da Mercedes, Norbert Haug, concordou: ‘‘Fizemos o pior trabalho do campeonato, somos apenas a terceira força.’’
O seu companheiro, Mika Hakkinen, campeão do mundo com a McLaren em 1998 e 1999, classificou-se em sexto em Nurburbring. Com a experiência de quem já viveu momentos até piores na McLaren, Dennis afirmou nesta segunda: Não seremos vítimas do pânico.’’

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