São Paulo - Apesar da queda de rendimento nas últimas etapas, a McLaren não vai jogar a toalha na briga pelos títulos de pilotos e Construtores na Fórmula 1, garantiu o diretor esportivo Sam Michael, ontem. Ele assegurou que a equipe vai se manter empenhada até a última corrida do ano, o Brasil, no fim de novembro.
"Vamos forçar até o fim", declarou Michael, ao negar que pretenda tirar o foco da temporada para concentrar energia na elaboração do modelo 2013 da McLaren. "Não é uma grande decisão manter o desenvolvimento do carro 2012. As regras na próxima temporada vão mudar pouco em comparação aos últimos anos. Então, boa parte do desenvolvimento será útil para 2013 também", justificou.
Além disso, argumenta o diretor, a McLaren ainda tem boas chances de vencer corridas neste ano, por causa da pouca diferença de rendimento entre as principais equipes. "O intervalo está muito pequeno, entre um ou dois décimos, que podem alterar a situação. Acredito que ainda podemos impor um desafio aos rivais nas últimas quatro corridas".
A McLaren, que chegou a liderar o campeonato, acabou caindo para o quarto lugar na tabela de pilotos, com Lewis Hamilton, por conta dos últimos resultados. Hamilton, que vai deixar a equipe no fim do ano, está a 62 pontos do líder Sebastian Vettel. A situação está um pouco mais complicada no Mundial de Construtores. A McLaren ocupa o terceiro posto, mas com desvantagem de 83 pontos para a Red Bull.

Protesto político
A Ferrari anunciou que os carros do espanhol Fernando Alonso e do brasileiro Felipe Massa terão a bandeira da Marinha da Itália estampada na parte da frente, neste fim de semana, quando será realizado o GP da Índia, a 17ª etapa da temporada 2012 da Fórmula 1, no circuito de Nova Délhi.
A ação da Ferrari tem conotação política e, de acordo com a equipe, é um ato para encorajar as autoridades italianas e indianas a encontrarem uma solução para o impasse que envolve dois marinheiros da Itália, que estão detidos. Eles foram presos após atirarem e matarem dois pescadores da Índia, na costa sudoeste do país, e alegam que os confundiram com piratas.
A Itália insiste que o incidente, em fevereiro, ocorreu em águas internacionais, mas a Índia afirma que o navio estava no seu território. A ação da Ferrai foi elogiada por Giulio Terzi, ministro das Relações Exteriores da Itália. "Isso mostra o apoio de todo o país para os nossos marinheiros", escreveu no Twitter, rede de microblogs na internet.

Imagem ilustrativa da imagem McLaren promete seguir na luta por títulos na F-1
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