McLaren mostra que não tem rivais
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de março de 1998
Alberto Luduvig Agência Estado 
France PresseSobrandoO finlandês
Mika
Hakkinen,
da McLaren,
líder do
Mundial
de F-1,
dominou
por
completo
os treinos
de ontem
em Interlagos
e é favorito
à poleFoi mais um banho de eficiência da McLaren. Ainda sob a polêmica da possível irregularidade do sistema de freios usados em seus carros, a equipe entrou na pista ontem para os treinos livres sem utilizar o equipamento e todos viram o que aconteceu: seus dois pilotos foram quase um segundo mais rápidos que Ralf Schumacher, o terceiro colocado, com sua Jordan. O brasileiro Rubens Barrichello, da Stewart, terminou em oitavo. A definição do grid será hoje, a partir das 13 horas, com transmissão ao vivo da Rede Globo.
A situação, depois dos treinos livres, ficou embaraçosa para as equipes que contestaram o sistema de freios usados nos carros de Ron Dennis. Seria mais construtivo se eles trabalhassem para conseguir as mesmas soluções que encontramos, foi a resposta do chefão da McLaren logo após os treinos. Recebemos até e-mails de apoio dos brasileiros, disse Ron Dennis, com indisfarçável satisfação.
Quem estava rindo à toa com toda a situação era o projetista da McLaren, Adrian Newey, que transferiu-se da Williams para a equipe de Ron Dennis em agosto do ano passado. Ele diz ter encarado todo o episódio com tranquilidade. Sinceramente, acho vergonhoso que só agora outros times protestem sobre um equipamento que vínhamos usando desde o ano passado, disse. Mas todos viram hoje que não é só o sistema de freios que funciona bem no carro e, sim, todo um pacote tecnológico.
Para Newey é muito cedo ainda para falar em favoritismo da McLaren para esta temporada, pois as outras grandes equipes certamente irão reagir nos próximos GPs. Mas o brasileiro Ricardo Zonta, contratado este ano como piloto de testes da McLaren, não duvida: as outras equipes, no máximo, poderão chegar no mesmo nível, mas não superá-la. A McLaren tem algumas coisas novas para desenvolver, mas mesmo se optar por manter o que já foi feito até aqui, ela dificilmente será superada.


