São paulo, 25 (AE) - Em treino tumultuado, com placas de publicidade caindo na pista e assustando pilotos, sem contar a chuva que prejudicou a parte final da tomada de classificação, só uma coisa funcionou perfeitamente, hoje, em Interlagos: os carros da McLaren, que dominaram a primeira fila e saem à frente no Grande Prêmio do Brasil, às 14 horas deste domingo, com transmissão pela Rede Globo. Há previsão de chuva para a hora da prova, em 71 voltas, o que pode aumentar as emoções na pista.
O bicampeão do mundo Mika Hakkinen foi o pole position, como tempo de 1min14s111, pulverizando o recorde oficial da pista, que estava em poder do inglês Nigel Mansell desde 1992 (1min15s703). Ao lado do finlandês, larga seu companheiro de equipe, o escocês David Coulthard (1min14s285).
A Ferrari divide a segunda fila, com Michael Schumacher (1min14s508) e Rubens Barrichello (1min14s636). Uma das grandes surpresas do treino foi o também brasileiro Ricardo Zonta, da BAR, que obteve o oitavo tempo (1min15s484). Por problemas estruturais nos carros de Pedro Paulo Diniz e Mika Salo, a Sauber anunciou que não disputará a prova, em nome da segurança.
A torcida brasileira tem novamente a chance de comemorar uma vitória no País, o que não ocorre desde 93, com Ayrton Senna (McLaren). Rubinho é um dos quatro pilotos com maiores possibilidades de vencer. Neste domingo, na F-1, Schumacher, Rubinho, Hakkinen e Coulthard só não chegam em primeiro se seus equipamentos quebrarem, tal a superioridade sobre as demais equipes.
Não será fácil, porém, para Rubinho atender à enorme expectativa criada no País desde a sua ida para a Ferrari. Schumacher e Hakkinen são adversários duros e experientes em lutar pelo primeiro lugar, o que ainda não é o caso do brasileiro. Além disso, o modelo MP4/15 da McLaren, equipado com motor Mercedes, parece ser um pouco mais veloz que a Ferrari F1-2000, nos 4.309 metros do circuito de São Paulo.
Nada menos do que 62 mil pessoas acompanharão uma disputa que pode ser emocionante. A exemplo do que ocorreu em Melbourne, na abertura do Mundial, haverá mais um confronto entre a maior resistência da Ferrari e a maior velocidade da McLaren. Na Austrália, Hakkinen e Coulthard largaram na frente e mantiveram-se na primeira e segunda colocações até o motor de seus carros quebrarem. As duas Ferraris completaram as 59 voltas da prova e venceram.

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