Das Agências
No lançamento daquele que deve ser o carro protagonista da temporada, as atenções ficaram voltadas não para as evoluções técnicas do novo carro da McLaren, o MP4/15. De revolucionário, o carro não apresenta nada – deve ser uma evolução do modelo que dominou a temporada de 99. Nos bastidores do time, um importante anúncio: a equipe McLaren tem um novo sócio majoritário, a Mercedes-Benz.
O grupo DaimlerChrysler, detentor da marca alemã de carros, agora possui 40% das ações da McLaren, que tinha como sócios majoritários o chefe de equipe Ron Dennis e o grupo TAG, do empresário árabe Mansour Ojjeh. Cada um dos dois tem, na nova composição, apenas 30%. A F-1 apenas esperava a confirmação de um fato que começou a ser desenhado em julho de 1999, quando a Mercedes anunciou a opção pela compra de 40% das ações – algo que deveria se consumar em 2000.
Mesmo perdendo o controle acionário do time, Dennis não poupou elogios ao novo sócio majoritário. ‘‘Esse é um dia histórico para o desenvolvimento da McLaren , disse. Diferentemente do que aconteceu com a Stewart, que trocou de nome após a venda para a Ford, a McLaren não sofrerá alteração em seu nome. E, também diferentemente de Jackie Stewart, que se aposentou depois da venda de sua equipe, Dennis continuará a exercer as funções de principal dirigente esportivo da equipe.
Logo após ter lançado o carro, na Espanha, a equipe se dirigiu ao circuito espanhol de Jerez de La Frontera para o primeiro teste do time com o modelo novo. ‘‘Estou bastante ansioso para acelerar o modelo que desenvolvemos durante todo o inverno’’, disse Mika Hakkinen. Só que o finlandês enfrentou problemas eletrônicos no carro, que lhe roubaram boa parte do dia. Ele só conseguiu fazer 34 voltas, a melhor delas em 1min25s32s. Já David Coulthard andou com o modelo de 1999 e não teve problemas. Fez a melhor das 93 voltas que completou em 1min24s42s.
‘‘Temos um motor novo, os pneus Bridgestone melhoraram. Espero que o novo carro seja rápido, tão veloz quanto no ano passado, mas que seja mais confiável’’, analisou Hakkinen.
O bicampeão mundial de Fórmula 1 não espera grandes surpresas este ano. Na sua opinião, Mclaren e Ferrari vão continuar dominando o campeonato. A Jordan, que ficou em terceiro no Mundial de Pilotos e no de Construtores em 1999, também pode, segundo o finlandês, se sair bem em 2000. Hakkinen garante que está pronto
para disputar mais um título.
Outra confirmação hoje foi a de que o argentino Gastón Mazzacane será o segundo piloto da Minardi nesta temporada. Com isso, outro piloto brasileiro perde a chance de estrear na F-1: Max Wilson era um dos mais cotados para a vaga. Há alguns dias, a Williams confirmou o piloto inglês Jenson Button para a vaga do italiano Alessandro Zanardi – Bruno Junqueira, piloto de testes, também estava na disputa.
Button, por sinal, tenta se familiarizar com os circuitos de Fórmula 1. Vindo de uma temporada na Fórmula 3, o inglês não conhece nenhuma pista fora da Europa. Ele vem assistindo a vídeos gravados das câmaras que ficam dentro dos carros, principalmente os dos GPs da Austrália e do Brasil, os primeiros do ano. Button assume sua inexperiência. ‘‘Eu comecei a correr muito cedo e tenho crescido muito. Eu sempre quis correr na Fórmula 1 e sempre amei velocidade. Será um ano excelente, mas muito difícil’’, afirmou Button.

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