São Paulo, 15 (AE) - Não fossem os erros das mais variadas naturezas, nesta temporada, a equipe McLaren já poderia estar comemorando, há um bom tempo, o bicampeonato. Eles vão desde equívocos de seus pilotos, Mika Hakkinen e David Coulthard
até ajustes desaconselháveis no equipamento, passando pela ausência de uma política que defina, a esta altura, prioridades para um ou outro piloto.
O que primeiro vem a mente quando o assunto é McLaren são as falhas de Hakkinen na última corrida, em Monza, e no GP de San Marino, em maio, no circuito de Ímola. O finlandês rodou sozinho na pista, quando liderava com folga, e abandonou. O curioso é que esses erros ocorreram na temporada seguinte a ele conquistar seu primeiro Mundial, momento em que, menos pressionados, a tendência é de esses profissionais produzirem mais.
Coulthard não ficou atrás de Hakkinen em equívocos durante as provas. Os mais gritantes foram o toque no próprio companheiro, Hakkinen, na áustria, lançando-o para o fim do pelotão logo depois da largada, e a batida na traseira de Mika Salo, da Ferrari, na Alemanha. Neste acidente ele perdeu a chance de disputar a liderança com Eddie Irvine, da Ferrari, por ter de fazer um pit stop a mais, a fim de trocar o bico da sua McLaren. No Canadá ele colidiu com Irvine e terminou apenas em sétimo.
Há mais: Hakkinen abandonou esse mesmo GP da Alemanha em razão de o seu pneu traseiro esquerdo ter explodido. Motivo: pressão dos pneus errada, segundo a Bridgestone, fornecedora da equipe, e não contestado pelos homens de Ron Dennis, sócio e diretor da McLaren. Em Silverstone, Hakkinen também perdeu o GP da Grã-Bretanha depois de a roda traseira esquerda soltar-se logo que ele voltou à pista, após um pit stop.
A grosso modo, portanto, Hakkinen poderia ter somado, teoricamente, 50 pontos se ele, Coulthard e a McLaren não tivessem falhado no GPs de San Marino, França, Grã-Bretanha, áustria e Alemanha. Tudo o que conseguiu, contudo, foram 10 pontos. Num cálculo primário, esses 40 pontos restantes somados aos seus atuais 60 o levariam a 100 pontos. Como restam três etapas para o encerramento do campeonato e Irvine tem 60 pontos, o norte-irlandês já não o alcançaria mais. Hoje, Hakkinen e McLaren estariam comemorando o bicampeonato.

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