Suzuka, 31 - Não foi por acaso que as equipes McLaren e Ferrari disputaram, nos dois últimos anos, o título Mundial até a etapa final do campeonato. Os números das duas na história de 50 anos da F-1 as colocam nas duas primeiras colocações em quase tudo. Hoje, por exemplo, com a vitória de Mika Hakkinen no Japão deu à McLaren seu 11º título de pilotos. A Ferrari está em segundo com nove e a Williams em terceiro, sete.
Em compensação, a conquista do campeonato de construtores pela Ferrari, hoje também, a levou de volta à primeira colocação nesse ranking. Agora, o time italiano e a Willliams somam nove títulos por equipes. A McLaren tem oito e a Lotus sete. Desde a sua estréia na F-1, no GP de Mônaco de 1950, a Ferrari disputou 619 GPs. Venceu 125. Está em primeiro lugar em participações e em vitórias. A McLaren largou 492 vezes. Com a corrida de Suzuka, superou a Lotus, que tem 491 GPs. A McLaren venceu 123, apenas dois a menos que a Ferrari, e está em segundo nessa disputa. A Williams vem em terceiro, com 103.
O mais impressionante na luta entre Ferrari e McLaren é o desempenho oposto de ambas em etapas finais do Mundial onde o campeão do mundo é apontado. A Ferrari perdeu nas seis últimas vezes que se apresentou com um piloto capaz de ganhar o título nessas circunstâncias. Já a McLaren nas cinco ocasiões em que um dos seus pilotos podia, na prova de encerramento, sair-se campeão, acabou por conquistar o Mundial.
Em 1974, no GP dos EUA, Clay Regazzoni, da Ferrari, perdeu para Emerson Fittipaldi, da McLaren. Em 1976, Niki Lauda, da Ferrari, viu James Hunt, da McLaren, ficar com o título no GP do Japão. Rene Arnoux, da Ferrari, não evitou o título de Nelson Piquet, da Brabham, em 1983, no GP da áfrica do Sul. Nos três últimos anos, a Ferrari chegou também à última prova do ano com chances de ser campeã e perdeu.
Michael Schumacher para Jacques Villeneuve, da Williams, em 1997, no GP da Europa, em Jerez de la Frontera; Michael Schumacher para Mika Hakkinen, da McLaren, ano passado, em Suzuka, e hoje Eddie Irvine, para Mika Hakkinen de novo, e na mesa pista do Japão.
A McLaren, por sua vez, colecionou só sucessos em finais do Mundial.
Com Emerson Fittipaldi em 1974 e James Hunt em 1976. Mais: Alain Prost, em 1986, venceu de forma surpreendente o GP da Austrália e deixou Nigel Mansell e Nelson Piquet, ambos da Williams, para trás no campeonato.
Nos dois últimos anos foi a vez de Hakkinen bater Schumacher e Irvine.
Há ainda a temporada de 1991, em que Ayrton Senna tornou-se campeão pela terceira vez, pela McLaren, mas na penúltima etapa, em Suzuka, ao bater Mansell, da Williams, na classificação final.

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