A McLaren largou na frente no GP do Brasil: Mika Hakkinen e David Coulthard estabeleceram o primeiro e o segundo tempo nos treinos livres de ontem, em Interlagos. Era esperado. O que talvez não estivesse nos planos dos pilotos da McLaren era ver os carros da Ferrari, de Michael Schumacher e Eddie Irvine, mais próximos do que na Austrália, etapa de abertura do Mundial. Hoje, das 13 às 14 horas, com transmissão ao vivo pela TV Globo, será disputada a sessão que definirá o grid da prova. A corrida, amanhã, terá largada às 14 horas.
O que vale mesmo é o que irá ocorrer na pista hoje, durante as 12 voltas e os quatro jogos de pneus permitidos a cada piloto, durante a classificação. Todos dão tudo de si, nas mesmas condições. Nos treinos de ontem, cada equipe acertou seu carro para os 4.292 metros de Interlagos à sua maneira, com mais ou menos gasolina no tanque, ou ainda com pneus novos ou usados. Apesar dessas variáveis, o treino mostrou que a previsão do líder do campeonato, Eddie Irvine, pode mesmo se confirmar. ‘‘A Ferrari estará mais próxima da McLaren’’, afirmou o irlandês.
Hakkinen fez a melhor volta do dia, 1min18s881, e Coulthard a segunda, 1min19s352. Mas Michael Schumacher estabeleceu 1min19s621. A diferença entre Mika e ele foi de 740 milésimos, por enquanto bem menor que a registrada no grid de Melbourne, 1 segundo e 319 milésimos. ‘‘Estou bastante otimista, comprovamos que os testes que realizamos em Barcelona, Jerez, Fiorano e Mugello tornaram a F399 mais rápida’’, afirmou Schumacher.
Já Hakkinen lembrou que o treino da manhã foi perdido por causa da chuva. A preparação para o GP do Brasil começou mesmo, segundo ele, apenas na sessão da tarde, quando a pista esteve seca quase o tempo todo. ‘‘Nós temos muito o que tirar do carro, nossa velocidade não é essa’’, disse, como resposta para a pergunta da aproximação da Ferrari. O quarto tempo ontem ficou com Irvine, 1min19s772.
Conforme a prova de Melbourne deixou claro, fora a McLaren e a Ferrari, o campeonato será muito disputado dentre as demais equipes. Ontem, por exemplo, o italiano Giancarlo Fisichella, da Benetton, fez o quinto tempo, 1min20s309, enquanto Pedro Paulo Diniz, da Sauber, o 15º, fez 1min21s116. A diferença entre ambos foi de 807 milésimos. Nada menos de onze pilotos, de seis equipes distintas, equipadas com cinco marcas diferentes de motores, acham-se separados por menos de um segundo.
Apesar do elevado nível de competitividade, Rubens Barrichello registrou o sexto tempo, 1min20s338 e, segundo comentou, sua Stewart SF-03 tem potencial para ir bem melhor hoje, na definição do grid. Ricardo Zonta, da BAR, obteve o 14º tempo, 1min21s009. A previsão meteorológica indica boas possibilidades de a classificação ser disputada sob tempo seco, enquanto para a corrida, amanhã, as chances de não chover são quase totais.

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