McLaren decide 'priorizar' Hakkinen
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de setembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
A equipe McLaren concentrará sua atenção em Mika Hakkinen nas três etapas que restam para o encerramento da temporada, contrariamente a sua filosofia de não privilegiar um ou outro piloto. A informação foi dada por Juergen Hubbert, diretor da Daimler Chrysler, do grupo Mercedes. David Coulthard terá de assumir o papel de trabalhar para Hakkinen ser campeão, afirmou o dirigente.
Apesar de matematicamente o escocês ter ainda chances de ficar com o título, a direção da Mercedes, sócia majoritária da McLaren, decidiu não correr riscos além dos normais e apoiar o finlandês, bicampeão do mundo. Coulthard está em terceiro na classificação, com 61 pontos, enquanto Hakkinen lidera o campeonato com 80. Michael Schumacher, da Ferrari, ocupa a segunda colocação, com 78.
O trabalho de Rubens Barrichello e David Coulthard no sentido de facilitar a conquista do campeonato por Michael Schumacher e Mika Hakkinen será uma atração a parte nessa fase final do Mundial. Em 1997, Eddie Irvine, companheiro de Schumacher na Ferrari, foi decisivo para o alemão vencer no Japão e chegar em Jerez de la Frontera, última corrida do ano, com boas chances de ser campeão. Schumacher acabou fazendo um papelão ao tentar colocar Jacques Villeneuve, da Williams, para fora da pista.
No GP da Malásia do ano passado, os papéis se inverteram: Schumacher entregou de presente a vitória para Irvine, que lutava com Mika Hakkinen pelo título. O norte-irlandês se apresentou para a etapa de Suzuka, última do campeonato, com enormes possibilidades de quebrar o jejum de 20 anos sem título de pilotos da Ferrari. Hakkinen foi mais competente que todos, venceu e tornou-se bicampeão.
Ontem a Jaguar expôs o seu modelo R1 em plena Times Square, no coração de Manhattan, centro de Nova York. Fosse realizado um levantamento dentre as pessoas que viam o carro, para saber se elas sabiam à qual categoria ele pertence, certamente a porcentagem de indivíduos que acertaria deixaria Tony George, promotor do GP dos EUA, domingo em Indianápolis, assustado. Quase ninguém nos Estados Unidos conhece a Fórmula 1. Agora, no circuito mais popular da nação, apoiada por um plano de mídia impressionante, o Mundial deve começar a tornar-se mais popular.


