Agência Estado
De Suzuka, Japão
Enquanto os pilotos já discutem com suas equipes como obter a importante pole position do GP do Japão, treino que será disputado durante a madrugada de amanhã, às 2 horas (horário de Brasília), a restituição dos pontos da Ferrari no GP da Malásia ainda dominava, ontem, o circuito de Suzuka. Norbert Haug, diretor da Mercedes, sócia da McLaren, admitiu publicamente que foi sua equipe quem orientou a inspeção técnica nos defletores dos carros de Eddie Irvine e Michael Schumacher. Os treinos livres seriam realizados nesta madrugada.
Nem parecia a última etapa do campeonato, aquela que definirá o campeão do mundo, Eddie Irvine, da Ferrari, ou Mika Hakkinen, da McLaren. O polêmico GP da Malásia, realizado dia 17, ainda estava vivo nos boxes das escuderias. ‘‘Sim, fomos nós que apontamos para Joe Bauer (comissário técnico da Federação Internacional de Automobilismo) a irregularidade no carro da Ferrari’’, afirmou Haug. ‘‘Não chegamos a protestar. Nossos técnicos perceberam que os defletores não atendiam à exigência da regra e informaram Bauer.’’
Jean Todt, diretor esportivo da Ferrari, sentado ao seu lado na entrevista coletiva, comentou: ‘‘Na Malásia nossos defletores tinham tolerância de 5 milímetros; os daqui, contudo, estão com tolerância zero.’’ O francês defendeu o uso de ‘‘métodos mais precisos’’ de medição dos componentes dos carros. A pergunta mais ouvida ontem em Suzuka: se os defletores usados na prova de Sepang foram considerados ‘‘legais’’, por qual razão a Ferrari os mudou para a etapa do Japão?
Tudo o que Todt deseja é que desta vez a Ferrari saia da última etapa do Mundial como campeã. ‘‘Em 1997 e 1998 chegamos perto, mas não conseguimos; agora é a terceira oportunidade consecutiva, tem de dar certo.’’ E admitiu: ‘‘Estou tenso, considero natural contudo minha reação.’’

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