Maurren não consegue evitar fiasco nacional
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domingo, 23 de agosto de 2009
Folhapress 
Berlim - Lesionada, Maurren Maggi não conseguiu evitar uma das piores campanhas do Brasil em Mundiais de atletismo. Ontem, em Berlim, a campeã olímpica abriu mão das suas duas últimas tentativas e, com 6,68 m, terminou em sétimo lugar no salto em distância.
''Fui ao meu limite. O que mais sinto é saber que tenho capacidade para vencer, mas hoje (ontem) não estava em condições'', lamentou Maurren, que chorou após a última tentativa frustada na pista do Estádio Olímpico alemão.
O pífio desempenho da brasileira em Berlim foi reflexo de uma tendinite no joelho direito. Depois de assegurar que tinha condições para o torneio, a atleta voltou a sentir dores e vai se reunir com os médicos.
Antes do seu retorno ao Brasil, a atleta estuda a possibilidade de passar por uma cirurgia. ''Já fiz os exames. Agora, vou me dedicar para a recuperação. Tenho bastante tempo e não vou disputar outro campeonato neste ano'', disse Maurren.
A brasileira deixou a competição após o quarto salto, quando ela solicitou aos médicos uma proteção para colocar no joelho. Na sequência, nem chegou a saltar pela quinta vez. ''Não dava mais para mim. Era muita dor, e eu não conseguia mais competir. Agora, é pensar no futuro. O Mundial já acontecerá daqui a dois anos.''
Para a saltadora, o foco após a recuperação da lesão está na Olimpíada de Londres-2012. ''No Mundial de Daegu, em 2011, quero estar bem também, porque servirá de preparação para os Jogos. Sei que tenho muito chão pela frente.''
Também na decisão de ontem, Keila Costa queimou todos os seus saltos e terminou sem classificação.
As duas brasileiras, assim como o panamenho campeão olímpico Irving Saladino, que também não teve classificação no Mundial de Berlim, são treinados por Nélio Moura.
A fraca campanha do Brasil, que não conquistou nenhuma medalha neste Mundial, não foi uma surpresa para Maurren. A atleta ainda fez questão de exaltar a atuação dos seus colegas de delegação. ''Acho que cada um tem o seu momento e sua responsabilidade. Não é fácil ser atleta no Brasil e chegar a ser um dos oito melhores do mundo. As meninas do 4 x 100 m (que ficaram em quinto), por exemplo, merecem os parabéns'', disse.
O ouro ficou com a americana Brittney Reese, com 7,10 m. A russa Tatyana Lebedeva foi prata, com 6,97 m, e a turca Karin Mey Melis, com 6,80, bronze.


