Maurren Maggi vai pedir contraprova em setembro
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domingo, 24 de agosto de 2003
Agência Estado 
Paris - A saltadora Maurren Higa Maggi, a principal ausência do atletismo brasileiro no Mundial de Paris, vai pedir a contraprova na amostra de urina B colhida após a realização do Troféu Brasil de Atletismo, em julho, apenas agora, no mês de setembro. Maurren, que teve resultado positivo no controle antidoping para a substância proibida Clostebol, no exame feito na amostra de urina A, colhida dia 14 de julho, em São Paulo, esperava pela contratação de um bioquímico que seu clube, a BM&F Atletismo, concretizará esta semana para pedir a contraprova.
O técnico Nélio Moura disse, em Paris, que a demora justifica-se porque a intenção é provar, com a ajuda do especialista, que o doping positivo foi originado do uso do creme dermatológico cicatrizante após sessão de depilação a laser. Maurren está suspensa das competições provisoriamente até o julgamento.
''Para nós, isso está claro, mas precisamos provar para a Iaaf (Associação de Federações Internacionais de Atletismo). A idéia é fazer isso com a ajuda do bioquímico, seja pelo aparecimento de algum percentual de quantidade ou de outras substâncias, ainda que não sejam proibidas, que provem que o produto usado foi um creme dermatológico'', afirmou Nélio.
O técnico observou que muitas declarações de médicos, várias delas com interpretações incorretas, foram publicadas na divulgação do caso de doping. Alguns médicos disseram que o doping só apareceria se a ''atleta tivesse mergulhado em um tanque de creme''.
Por tudo isso, Nélio acha importante que um bioquímico especializado talvez o mesmo norte-americano que defendeu Sanderlei Parrela, inocentado da acusação de doping faça uma defesa bem feita. ''Ele precisa mostrar que o doping apareceu por causa do uso do creme cicatrizante'', insiste Nélio.


