São Paulo - A BM&F Atletismo confirmou ontem que, em reunião com dirigentes do clube, Maurren Higa Maggi ''manifestou a intenção de se dedicar à família, mas não formalizou, ainda, essa decisão''. A informação foi distribuída em nota oficial, após a enorme repercussão do anúncio, feito pela Agência Estado, de que a saltadora não irá aos Jogos Olímpicos de Atenas, independentemente de ser absolvida no caso de doping, porque pretende investir na vida a dois com o piloto de testes da Williams, Antonio Pizzonia.
Pizzonia não foi encontrado e Maurren não conversa com a imprensa desde junho, apesar dos insistentes pedidos que recebe. Nestes sete meses, só falou na entrevista coletiva em que justificou o resultado positivo de seu antidoping e após ser absolvida em julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no dia 19.
''O contrato de Maurren com o Clube BM&F expirou em dezembro de 2003. Foi realizada uma reunião de representantes do Clube BM&F com Maurren na quinta-feira, 29 de janeiro. Maurren manifestou a intenção de se dedicar à família, mas não formalizou, ainda, esta decisão'', informa o texto da nota oficial do clube, o maior e mais bem estruturado do atletismo no Brasil, com cem atletas.
''A BM&F cobriu todos os custos da atleta com sua defesa, tais como advogado, perito, etc. A decisão de Maurren é de caráter pessoal e somente ela ou pessoas por ela autorizadas podem falar sobre seu destino'', acrescenta a nota oficial do clube.
O advogado Luciano Hostins, que defende Maurren no processo de doping teve resultado positivo para a substância Clostebol, que seria resultado do uso de um creme cicatrizante depois de depilação a laser , conseguiu a absolvê-la no STJD da Confederação Brasileira de Atletismo. Agora, aguarda a homologação da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF). ''Até que isso aconteça, meu trabalho está feito'', explicou.
Luciano Hostins garantiu que foi surpreendido pela notícia de que Maurren não estará em Atenas em agosto. ''A absolvição foi um alívio, em razão de ela prestar contas à Nação. Mas pesa o lado emocional e técnico e isso é ela quem sabe'', afirmou o advogado.
Se não voltar a treinar na segunda-feira, Maurren não deve continuar tendo o apoio financeiro do clube para sua defesa.

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