Campo Grande - O levantador Maurício, que em um ano e oito meses só foi titular da seleção brasileira por duas vezes, na Copa do Mundo, em novembro de 2003, estará entre os seis que iniciam a partida contra Portugal, hoje, pela terceira rodada do Grupo A da Liga Mundial, às 10 horas, no Ginásio Guanandizão, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A Rede Globo mostra o jogo ao vivo.
Maurício, de 36 anos e 1,84 m, não é escalado entre os seis titulares há um ano e oito meses, mas confessa que gostaria de assumir a posição nessa temporada que marca sua despedida da seleção, após a Olimpíada de Atenas, em agosto. ''Posso estar um pouco sem ritmo, mas quero jogar bem e colocar dúvidas na cabeça do técnico'', disse. ''Estou contente por fazer parte do grupo, meu objetivo é permanecer e ser bicampeão olímpico'', completou o levantador que, juntamente com o atacante Giovane, pertence ao o grupo que conquistou a medalha de ouro nos Jogos de Barcelona, em 1992.
Ricardinho vai para o banco, dentro do sistema de rodízio, implantado pelo técnico, que também terá de fazer escolhas entre os meio-de-redes e ponteiros, não como titulares, mas quando definir o grupo de 12 atletas que vai à Atenas.
Bernardinho trabalha com 15 jogadores e quer ir à final da Liga com esse grupo. Fará os cortes ''o mais em cima da hora possível'' em relação aos inscritos na Olimpíada. ''Entre os ponteiros temos a questão do Nalbert (operado do ombro, em recuperação) que melhora a cada dia, mas ainda tem uma estrada longa a percorrer.'' Giba, com tendinite no joelho direito, pode voltar em Belo Horizonte, contra a Grécia, no próximo fim de semana.
A disputa mais acirrada deve ser no meio-de-rede. Gustavo, de 28 anos e 2,03 m, que disputa as três vagas com André Heller, Rodrigão e Henrique, está habituado ao rodízio. ''A cada fim de semana aguardamos a decisão. Todos querem jogar e o revezamento dá a chance.''
Gustavo, o meio-de-rede mais consistente da seleção, não se considera dono de uma das vagas, embora tenha sido o melhor bloqueador das Ligas Mundiais de 2001 e 2002. Mas conhece o segredo para ganhar a confiança do técnico. ''É treinar duro, jogar bem e deixar ele com um problema para resolver.'' Bernardinho explica que os quatro meios, jogadores com características diferentes, ''mostraram capacidade nos últimos três anos.

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