Maurício Borges
Em 97, dos clubes do interior, apenas o Apucarana apresentou um bom time, e foi justamente o único que manteve uma regularidade nos jogos com os grandes da capital. Tanto que, em casa terminou o campeonato invicto. Em Curitiba fez jogos equilibrados e só não venceu em virtude das famosas intervenções da arbitragem. Com este time, o Dragão do Norte ficou em 4º lugar no campeonato, atrás apenas do Paraná, Coritiba e Atlético. E até ganhou da federação o título simbólico de campeão do interior.
O mérito da campanha é atribuído ao técnico Agenor Picinin e seus jogadores. Porém, sem um dirigente de experiência e visão, e um prefeito apaixonado pelo futebol, certamente o Apucarana teria continuado com um time medíocre no Grupo B do Paranaense. Com o retorno de Jesus Vicentini à presidência do Apucarana, e o apoio total do prefeito Carlos Scarpelini á- auxiliando financeiramente e buscando patrocínios na iniciativa privada -, o time ressurgiu no futebol paranaense e deu muitas alegrias aos apucaranenses.
Vicentini, que na década de 60 descobriu Leocádio e Passarinho; e nos anos 80 revelou o meia Milton (que chegou à Seleção Brasileira), montou novamente um bom elenco. Ele raramente contrata um jogador, mesmo com indicação do técnico, sem tê-lo visto jogar. Desta vez Vicentini viajou pelo nordeste, Santa Catarina e São Paulo... Agora é esperar para conferir o tricolor da cidade alta!





