Alguns motores chegaram a ser ligados. Mas os Indycars não foram para a pista, ontem, em Jacarepaguá, no primeiro dia de treinos para a Rio-200. A chuva deixou a pista molhada todo o dia e as arquibancadas vazias. Segundo o regulamento da Cart - Championship Auto Racing Teams - os carros só andam no oval com o asfalto seco. A previsão para hoje e amanhã é de chuvas esparsas. Os organizadores já admitem a hipótese de transferirem a corrida de amanhã para domingo. Ou até para segunda-feira, se o tempo não melhorar. ‘‘Tenho até o por do sol de segunda-feira para fazer a corrida. E vou fazê-la’’, disse o novo promotor do evento, Émerson Fittipaldi.
Na F-1, a chuva é um detalhe que exige mudança no acerto dos carros, pneus especiais e altera a relação de equilíbrio entre pilotos e equipes. Nos circuitos ovais da Indy, a chuva é um obstáculo intransponível. Mas, até hoje, desde a fundação da Cart, em 79, nenhuma corrida foi cancelada. Apenas adiada.
A Embrapa, que faz monitoramento por satélite, tem um escritório em Jacarepaguá, onde cruza todas as informações possíveis sobre previsão do tempo. Os técnicos consultam computadores, ligam para a Nasa e checam todos os serviços disponíveis. O telefone da Embrapa foi o preferido de Émerson, ontem. E as previsão não são nada otimistas.
Ontem havia cerca de 40 por cento de chances de chuva e caiu cerca de 10 mm; para hoje e amanhã as possibilidades indicam 20 por cento (e cerca de 5mm de volume). Hoje com chuvas esparsas; amanhão, com o dia nublado. E, domingo, 10 por cento de chances, também com o tempo nublado.

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