São Paulo, 06 (AE) - Um Corinthians desesperado, desordenado a procura do gol e embalado pela torcida faz parte do passado. O atual campeão paulista vai defender o título brasileiro a partir de domingo, contra Atlético-MG ou Vitória-BA
com um estilo muito diferente daquele que levou o time a ficar 22 anos sem uma conquista: frio, calculista e objetivo. "O time joga da maneira do seu técnico", disse o atacante Marcelinho. Oswaldo de Oliveira não nega que um "dedo" seu o time possui, mas destaca o poder de compreensão dos jogadores. "Fica fácil colocar diretrizes em uma equipe inteligente como a nossa", disse o treinador.
Elogios à parte, dentro de campo o Corinthians demonstrou diante de Guarani e São Paulo que sabe o momento certo de conquistar a vaga e continuar na disputa do campeonato. "Todos nos criticaram quando empatamos com o Guarani, em Campinas", lembrou Oswaldo. "Mas fomos o único time que tinha a vantagem e conseguiu a classificação", disse, referindo-se às derrotas de Cruzeiro, Vasco e Ponte Preta.
Contra o São Paulo é verdade que o goleiro Dida fez a diferença no primeiro jogo, mas no segundo duelo, o time parecia saber de seu potencial e decidiu logo após o adversário ter conseguido o empate. "O grupo possui jogadores experientes em todos os setores da equipe", disse o goleiro Dida, que chega à sua terceira decisão, buscando o primeiro título nacional. "A confiança em conseguir a vitória é muito grande em todas as partidas." E Dida está certo. Ele é um exemplo. Com sua tranquilidade, sabe orientar, criticar e estimular os jovens Índio e Kléber e os instáveis Márcio Costa e Nenê.
No meio-de-campo, o ponto alto da equipe, o truculento, mas indispensável colombiano Rincón é o xerife. "Todas as jogadas precisam passar por ele, pois sabe cadenciar o jogo como ninguém", afirmou Ricardinho, outro destaque do setor, ao lado de Vampeta e Marcelinho Carioca.
No ataque, os estilos dos rodados Luizão e Edílson casam muito bem. O primeiro, em alguns momentos, parece desligado da partida, mas, com 18 gols marcados, prova sua eficiência. O outro, catimbeiro, sabe irritar os zagueiros adversários. "Decisão é comigo." (W.B.Jr.)

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