Matsubara volta e sonha com Série C
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sábado, 08 de abril de 2006
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
O Matsubara está de volta. E agora em definitivo. Pelo menos é o que garante o diretor-geral do clube, Shigueo Matsubara, 30 anos. Ele assumiu o lugar do pai, Sueo, que comandou o clube por muitos anos e agora ficou responsável pelos contatos nacionais e internacioanis, e promete uma volta em grande estilo. ''Vai ser uma volta triunfante à Primeira Divisão'', disse.
Nesse projeto da volta estão incluídas as vagas na Série C do Campeonato Brasileiro do ano que vem e na Copa do Brasil de 2008. ''Cambará está carente de futebol e nós temos tradição e um nome muito forte. Nunca deveríamos ter saído da Primeira Divisão e temos que retornar ao cenário estadual e nacional'', apontou Shigueo.
Antes, porém, o time precisa conquistar o acesso. O Matsubara está afastado dos campeonatos da Federação Paranaense de Futebol (FPF) desde 2002, quando diz ter sido prejudicado pela arbitragem na disputa para subir. ''Sofremos um assalto, um caso de polícia'', esbravejou Shigueo.
A indignação com a difamada arbitragem estadual fez com que o clube tomasse uma atituade que os outros não têm coragem por causa de retaliaçõs: bater de frente com a FPF. Como forma de protesto, o Matsubara deixou de disputar a Segundona desde o episódio.
Com a volta, o time também quer retornar às origens, quando era dono do rótulo de incubadora de craques. Do Centro de Treinamentos da Vila Olímpica, em Cambará, saíram jogadores como Carlos Alberto Dias (ex-Vasco, Botafogo e seleção brasileira), Edmilson (ex-Palmeiras e atualmente no Guarani), Jean Carlo (ex-Paraná e Palmeiras), Rodrigo Tiuí (Noroeste) e Nilmar, artilheiro do Paulistão pelo Corinthians.
''Estamos voltando com muita força de vontade, seriedade e com sangue novo para retornarmos às nossas origens. Nos orgulhamos muito de sermos uma referência no quesito revelação de atletas'', comentou Shigueo. ''Também queremos voltar com força nas competições de juniores em 2007, como o Estadual, a Copa Tribuna, a Taça Belo Horizonte e a Taça São Paulo''.
A tradição nas categorias de base fez o clube ganhar mercado no exterior. O Matsubara já excursionou por países como Vietnã. Por lá, deixou o atacante Kesley, que hoje é o ídolo local. O clube tem jogadores no México, Ásia e Leste Europeu.
A fama também trouxe um grupo de coreanos para um intercâmbio. São garotos de 13 a 19 anos, que pagam uma mensalidade para aprender futebol. ''É um intercâmbio cultural também. Eles têm o dinheiro e a estrutura, mas não têm o material humano'', apontou Shigueo.
Torcedores Para o sucesso do projeto da volta, o clube aposta na união da cidade. Shigueo preparou algumas ações de reaproximação com os torcedores. Uma delas é o cartão afinidade. Por R$ 20, o torcedor adquire três ingressos para jogos em casa e ganha descontos no comércio local.
A reforma do Estádio Regional é outra ação. Castigado pela ação do tempo, de vândalos e pela falta de jogos, o local será remodelado para os jogos da Divisão de Acesso. ''Queremos resgatar os jovens. Quero dar condições dignas para um pai de família trazer o filho, a filha e a esposa para o estádio com todo o conforto'', disse o diretor.


