O piloto brasileiro Felipe Massa, 25 anos, disse no sábado à tarde, em Londrina, que espera não só ter um tratamento de igual para igual com seu novo companheiro de equipe, o finlandês Kimi Raikkonen, como vai lutar para ser o primeiro piloto da Ferrari - algo que Rubens Barrichello nunca buscou. ''Espero que a gente consiga desenvolver bem o carro e vou fazer o máximo para estar na preferência (da equipe)'', anunciou a jovem revelação da Fórmula 1, em entrevista à FOLHA.
Massa esteve na cidade a convite do narrador da Rede Globo, Galvão Bueno, que promoveu um almoço beneficente em prol de uma fundação dirigida por sua mãe, que trabalhará com idosos. Uma das atrações foi o leilão de um macacão da Ferrari usado pelo piloto no GP da Alemanha deste ano e que foi arrematado por R$ 70 mil. A presença de Massa e de outros pilotos na festa, como Cacá Bueno (líder do Brasileiro de Stock Car V8) e Luciano Burti, além de atores e jornalistas globais, provocou grande aglomeração e agitação no local.
Em meio ao empurra-empurra e muito pressionado para tirar fotos com fãs e dar autógrafos, Massa falou sobre sua vitória no GP do Brasil, há três semanas: ''Me senti muito orgulhoso de conseguir vencer em casa, diante de todo aquele público, com um carro muito legal, uma equipe maravilhosa. Foi um sonho'', resumiu.
Com a vitória, o segunda no ano - a primeira foi no GP da Turquia -, Massa conseguiu terminar o Mundial de Pilotos em 3º lugar, atrás somente de Fernando Alonso, que se sagrou bicampeão, e de seu companheiro de equipe, o alemão Michael Shumacher.
Econômico, Massa disse apenas que seu relacionamento com o heptacampeão (que se aposentou ao final do GP Brasil) era ''muito bom'' e que espera o mesmo com Raikkonen. ''É um excelente piloto e tenho certeza que a gente vai conseguir trabalhar bem, de uma maneira que seja boa para os dois.''
E Raikkonen será um bom parceiro de equipe? ''Fora das pistas com certeza sim'', respondeu Massa. ''Mas dentro da pista é acelerar e vai ser nós dois lutando pelo mesmo objetivo, que é chegar na frente'', avisou.
Pergutado sobre o que os brasileiros podem esperar dele em 2007, o piloto-revelação não quis criar expectativas. ''Não gosto de preparar nada, não. Procuro fazer o meu trabalho da melhor maneira possível e sem prometer nada, sem pensar muito no que vai ser''.
Também foi evasivo quando indagado se o próximo Mundial será mais nivelado e mais difícil do que foi o de 2006. ''Todas as temporadas são difíceis, mas a briga pelo título com certeza será acirrada. Será mais uma temporada em que vamos ter que trabalhar bastante. Não dá para saber quais equipes vão estar melhores. Por enquanto, não dá pra dizer nada'', despistou.

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