Massa precisa de nova vitória no GP da Turquia
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sábado, 10 de maio de 2008
Gazeta Press 
Istambul - A dobradinha no GP da Espanha, há duas semanas, sacramentou o domínio da Ferrari no Mundial 2008 da Fórmula 1. Apesar dos progressos apresentados pela Renault, que por pouco não levou a pole no grid de largada com Fernando Alonso, ficou claro em Barcelona que a escuderia italiana está um passo à frente das desafiantes. Kimi Raikkonen e Felipe Massa lideraram desde a primeira volta e jamais foram ameaçados.
Tudo indica que a história deve se repetir no Grande Prêmio da Turquia, quinta etapa da temporada 2008, que será realizado hoje no circuito de Istambul, o que torna a prova e o momento do campeonato uma disputa interna na Ferrari. Raikkonen lidera o Mundial de pilotos com 29 pontos, seguido de Lewis Hamilton com 20, Robert Kubica com 19, e Massa com 18.
Vencedor das últimas duas edições do GP turco, o piloto brasileiro vive momento decisivo em sua campanha pelo título de 2008. É fundamental para Massa diminuir a diferença para o finlandês, e impedir que a equipe faça uma opção declarada por apoiar a campanha pelo bicampeonato do rival. A disputa promete ser equilibrada. Os dois pilotos estão muito a vontade nos carros, e obtêm tempos de volta sempre muito próximos. A diferença, até agora, tem sido notada na maior regularidade de Raikkonen, e num melhor acerto do carro para condições de corrida, fato evidente na Malásia e na Espanha.
Numa pista que lhe é ligeiramente favorável - Raikkonen venceu na Turquia em 2005 -, é hora de Massa forçar o ritmo para superar o companheiro. Mesmo que não seja bem sucedido, restam-lhe ainda muitas provas no calendário para se recuperar, e, com sorte, talvez até ainda brigar pelo título.
Recorde pessoal
Além da disputa pelo campeonato, o GP da Turquia marca um importante momento na carreira de outro piloto brasileiro. Rubens Barrichello completará 257 corridas na principal categoria do automobilismo mundial, batendo o recorde do italiano Ricardo Patrese como o piloto com o maior número de provas disputadas.
Prestes a completar 36 anos, Barrichello estreou na Fórmula 1 em 1993, guiando uma Jordan no extinto Grande Prêmio da África do Sul, no circuito de Kyalami. De lá para cá, conquistou 519 pontos, nove vitórias, 61 podiums e treze poles. ''Parece que foi ontem que corri pela primeira vez, em Kyalami (África do Sul). Nunca esquecerei da hora em que sentei na minha Jordan 193 no começo do treino classificatório, olhando os monitores de TV nos pits. Por um momento, parecia que eu estava sentando no sofá de casa. Desde então, vivi altos e baixos, mas gostaria de agradecer minha família e amigos por todo apoio'', declarou o piloto esta semana.
Para comemorar a marca, Rubinho usará um capacete com uma pintura especial, e seu Honda também ostentará o número 257 pintado. Apesar de tantos anos na principal categoria do automobilismo mundial, Rubens garante que não está nem um pouco desmotivado. ''Tive sorte de começar cedo minha carreira aqui e ainda adoro correr. Eu continuo amando a Fórmula 1. Sinto-me feliz quando estou no paddock, me preparando para uma corrida'', destacou.


