São Paulo - Quatro dias antes do GP Brasil de F-1, que será realizado no circuito de Interlagos, em São Paulo, no próximo domingo, o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, admitiu ontem que sofre com a ansiedade para a corrida, em que pode assegurar seu primeiro título do Mundial de Pilotos.
Massa, que venceu a prova em 2006 e ficou na segunda colocação em 2007 ("entregando" a vitória para seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, que com o resultado ficou com o título da temporada), ressaltou que sempre cria uma boa expectativa quando corre no País e pediu pensamento positivo aos torcedores brasileiros para que deixe o circuito como campeão da temporada. "A ansiedade de correr no Brasil é sempre grande, mas espero estar tranqüilo para fazer um bom trabalho no final de semana e não pensar só no resultado", disse Massa. "(Espero) que eles torçam bastante, para que nós possamos pensar positivo. O mais importante é brigar pela vitória. O resto não depende da gente, mas vamos pensar positivo", continuou.
Massa disse confiar que o rendimento do carro será melhor do que na última prova, no GP da China, no último dia 19, quando ficou na segunda colocação, atrás da Hamilton. "Acredito em um carro mais competitivo do que na China, e quem sabe podemos fazer uma dobradinha, o que seria sensacional."
Massa disputará a corrida com sete pontos de desvantagem para Hamilton. Para ser campeão, o brasileiro precisa vencer a corrida ou chegar em segundo e torcer para que o rival não chegue acima da sexta posição ou da oitava posição, respectivamente. O piloto pode ser o primeiro campeão mundial em uma corrida em seu próprio país desde Giuseppe Farina, que levou a taça de 1950 no GP da Itália.

Nelsinho
Em seu primeiro GP Brasil e ainda sem vaga garantida na próxima temporada, Nelsinho
Piquet afirmou que se sente "quase estrangeiro" em São Paulo e que quando tiver estabilidade na categoria se sentirá mais à vontade para mentir. O piloto da Renault, que só correu em Interlagos em um carro de passeio, disse que se sente mais em casa em Silverstone, na Inglaterra, onde morou nos últimos seis anos. "Lá conheço o caminho de casa para a pista", disse. "Aqui preciso de alguém para fazer isso. Para ser sincero, não seria igual se eu corresse em Brasília [onde cresceu], por exemplo."
Após sua primeira temporada na F-1, o brasileiro admitiu que 2008 foi um "ano de altos e baixos". Sua meta inicial era terminar a temporada entre os seis primeiros do Mundial. Após alguns GPs, o limite subiu para os dez primeiros. "Não foi o ano que eu sonharia ter", reconheceu ele, que está em 12º, com 19 pontos (três atrás do décimo, Timo Glock). O melhor resultado do brasileiro foi no GP da Alemanha, em julho, quando subiu ao pódio no segundo lugar. Seu companheiro de equipe, o bicampeão Fernando Alonso, é o sexto no campeonato, com 53 pontos.

Futuro
Sobre a indefinição da Renault em relação a seus pilotos para 2009, Nelsinho diz que um bom resultado no Brasil não deve interferir na decisão. "Fiz 17 GPs. Não é só um que vai pesar. Eles não vão tomar a decisão comigo. O que eu posso fazer é aguardar", afirmou. Nelsinho declarou também que a escuderia francesa há muito tempo não conta com um piloto do país e há uma pressão neste sentido.
O filho de Nelson Piquet foi questionado ainda se a sua aparente sinceridade não o atrapalhava. "Sou muito novo (na F-1). Quando conseguir um lugar mais estável, vou poder inventar, mentir, brincar mais com a imprensa", disse o brasileiro, que ontem deu algumas tacadas de golfe em um clube de São Paulo.
Em uma distância de cerca de meio metro, após três tentativas frustradas, encaçapou a bola com os pés e brincou com a imprensa, atirando a bola em direção aos fotógrafos. Depois, em um terreno mais plano, precisou de apenas duas tacadas para acertar o buraco.

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