Silverstone - O primeiro impacto aconteceu no Canadá, duas semanas após o GP de Mônaco. O segundo, Felipe Massa sentiu ontem, no primeiro final de semana de corrida que começa como líder do Mundial de F-1, 12 dias após sua vitória em Magny-Cours.
Na primeira ocasião, depois de cravar a pole em Montecarlo, afirmou que sentia as pessoas olhando de maneira diferente. Agora, começa a ter de lidar com algo que ''assombra'' os pilotos brasileiros: as comparações com Ayrton Senna.
Mas isso não parece incomodá-lo. ''O Senna é o Senna. Um grande piloto e um exemplo para todos, mas não quero me comparar a ele'', disse Massa, primeiro brasileiro após o tricampeão a liderar a F-1, pondo fim a um jejum de 15 anos. ''Claro que gostaria de conquistar coisas que ele conquistou, mas são épocas diferentes. O Senna fez coisas que hoje seriam impossíveis de se conseguir. Se é para se lembrar de alguém, prefiro pensar no (Michael) Schumacher'', disse, para então justificar a preferência pelo heptacampeão, com quem dividiu a Ferrari em 2006.
''Ele foi sensacional, não há comparação, mas aprendi muito com ele, e o fato de termos sido companheiros serviu até de aviso para mim, já que terminei o ano ganhando GPs dele e estávamos brigando por um décimo''.
Despedida
O escocês David Coulthard, 37, da Red Bull, anunciou ontem que deixará a F-1 no final da temporada de 2008, seu 15º ano na principal categoria do automobilismo. Depois de Rubens Barrichello, David Coulthard é o piloto em atividade na F-1 com maior número de corridas disputadas. O escocês correu 236 GPs na categoria desde 1994, quando estreou na F-1 no GP da Espanha, substituindo Ayrton Senna na Williams após a morte do brasileiro, na etapa de San Marino.

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