Spa-Francorchamps, Bélgica - Felipe Massa minimizou ontem as especulações sobre o seu futuro na Ferrari. Às vésperas do GP da Bélgica, o piloto brasileiro disse que não está preocupado com os comentários no paddock da Fórmula 1 e garantiu estar concentrado em buscar resultados que garantam seu lugar na equipe italiana em 2014. "Estou confiante e confiança é muito importante para qualquer situação. Eu não ligo para o que as pessoas dizem", afirmou, em entrevista à Autosport. "Eu me importo com o que eu acredito e eu ligo para o que as pessoas da equipe dizem, sobre aquilo que estamos trabalhando. Isto é o mais importante".
Massa se mostrou especialmente confiante em repetir neste ano a grande recuperação exibida no segundo semestre da temporada passada. "No ano passado, a segunda parte do ano foi boa. E, neste ano, na primeira parte do campeonato, o ritmo não estava ruim, muito melhor do que em 2012. Entretanto, em algumas corridas, eu não consegui os pontos que deveria, mas estou confiante com o que está por vir".
Com contrato somente até o fim do ano, o brasileiro não descartou correr por outra equipe a partir de 2014. "Você tem que estar atento para o que está acontecendo e sobre o que pode acontecer no futuro. Sempre disse que eu ficaria feliz em correr por um time que me quer. Sempre vou fazer o meu melhor para encontrar uma equipe que me queira". O brasileiro ocupa somente o sétimo lugar da temporada, com 61 pontos.

Alonso
Um mês após fazer críticas ao departamento técnico da Ferrari, Fernando Alonso recuou e fez elogios à equipe, principalmente ao presidente Luca Di Montezemolo. O dirigente chegou a vir a público para repreender o piloto espanhol depois dos comentários dele ao fim do GP da Hungria, em julho. "Nossa relação está melhor do que nunca", destacou Alonso.
O espanhol atribuiu as críticas a um mal-entendido durante a entrevista que concedeu em Budapeste. "Foi uma informação equivocada repassada ao presidente. Nós conferimos as gravações das entrevistas coletivas que dei naquele dia e foi fácil identificar o que eu disse exatamente", justificou o piloto. "Participo de 4 coletivas no fim de semana de corrida. E falo em três línguas (italiano, inglês e espanhol), sendo dois deles idiomas não nativos. E o que levaram a nosso presidente não foi o que disse".

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