São Paulo - O intervalo de três semanas entre os GPs da Hungria e da Turquia serviu para que Felipe Massa pudesse vir ao Brasil para divulgar a terceira edição do Desafio Internacional das Estrelas. Em entrevista coletiva ontem, o brasileiro da Ferrari demonstrou animação para comentar sobre a prova de kart que organiza em Florianópolis nos dias 24 e 25 de novembro, com diversos pilotos de renome internacional. Mas parecia pouco à vontade para falar sobre Fórmula 1.
Sem vencer corridas desde o Grande Prêmio da Espanha, em maio, Massa garante estar satisfeito com o desempenho da escuderia italiana na temporada. ''A gente pecou em algumas corridas, e foi esse o grande problema para a gente estar como está neste momento'', explicou o brasileiro, quarto colocado na temporada com 59 pontos e sem pontuar em Hungaroring. ''Tivemos problemas mecânicos que a McLaren não teve. Com certeza estaríamos na frente da McLaren. Basta ver os pontos que nós perdemos'', justificou.
A passagem por Budapeste, por sinal, não fará parte das melhores lembranças do piloto. Segundo Massa, largar em 14º lugar e cruzar a linha de chegada uma posição à frente é o exemplo de um resultado para ser esquecido. ''Sempre fui um piloto que falei quando me criticaram, e volto a falar: foi a pior corrida da minha carreira. Larguei pesado e fiquei preso atrás do (japonês Takuma) Sato'', desabafou Felipe.
O bicampeão, por sinal, pode até mesmo figurar na lista de convidados de Massa para o Desafio Internacional das Estrelas. Apesar de admitir convidar a dupla de pilotos da McLaren para a corrida em Florianópolis, o brasileiro vê com ressalvas a possibilidade de contar com o desafeto na capital catarinense. ''Vou convidar, claro'', disse Massa, antes de parar para pensar. ''Acho que o Alonso... Não sei, vamos ver'', titubeou, em tom de brincadeira.
Se Alonso não está confirmado, o mesmo não pode se dizer do heptcampeão mundial, o alemão Michael Schumacher. ''Era para o Schumacher ter vindo no ano passado, mas ele teve um problema de agenda com a família, tinha acabado de se aposentar e não pôde vir'', explicou o brasileiro. ''Partiu dele, este ano, falar logo de cara que queria vir e perguntar a data'', completou.

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