São Paulo - Feliz e aliviado com a vitória no GP da Europa de F-1, anteontem, o brasileiro Felipe Massa reconheceu ter temido uma quebra de motor, como ocorreu na corrida anterior, na Hungria, nas últimas voltas disputadas no circuito de rua de Valência (Espanha).
No GP de Hungaroring, o ferrarista pulou da terceira para a primeira posição logo na largada e liderou 67 das 70 voltas da corrida, mas abandonou a três voltas do final após seu motor explodir.
Anteontem, quem passou por situação semelhante foi seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, que viu seu propulsor quebrar na 45 volta.
''Foi uma corrida muito tensa, difícil. Depois de um final horrível na Hungria, lógico que eu pensava durante a corrida que alguma coisa poderia acontecer'', admitiu Massa.
''Acho que tinha o lado do diabinho que ficava espetando e dizendo que o motor podia quebrar, e do outro lado o anjinho dizendo 'não pode acontecer duas vezes seguidas'. Tinha esses dois lados, que eu pensava principalmente nas últimas dez voltas'', revelou o piloto.
Após a confirmação da vitória, no entanto, Massa exaltou a performance da Ferrari. ''Mais uma vez demonstramos a força do nosso carro, de nosso ritmo, e vamos tentar manter até o final do campeonato. Não vai ser fácil, mas vamos trabalhar duro para isso''.
O brasileiro ainda fez uma referência à Olimpíada de Pequim ao comentar sobre o triunfo no GP da Europa. ''É uma medalha de ouro para o Brasil, mas temos que trabalhar para conseguir o troféu de ouro, que é muito mais difícil'', disse Massa.
Conhecido por suas críticas ao GP de Mônaco, prova que nunca esteve entre suas favoritas, o piloto admitiu que está mudando sua opinião sobre corridas em circuitos de rua. ''Estou começando a gostar'', contou.
Vice-liderança
Com a vitória, Felipe Massa tirou dois pontos da vantagem do líder do campeonato, Lewis Hamilton (McLaren), que ficou em segundo na corrida de anteontem. De quebra, Massa ultrapassou seu companheiro Kimi Raikkonen na classificação, assumindo a vice-liderança.
Agora, o inglês tem 70 pontos no Mundial de Pilotos da F-1, contra 64 do brasileiro. Raikkonen tem 57, dois pontos à frente do polonês Robert Kubica, da BMW Sauber.

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