São Paulo - O piloto brasileiro Felipe Massa desabafou ontem sobre o episódio que lhe custou a vitória no GP da Alemanha de F-1, no último domingo, e que tanta polêmica rendeu nos últimos dias.
Escalado para participar da primeira entrevista coletiva da etapa da Hungria da categoria, o ferrarista afirmou que não voltará a abrir passagem para seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, e negou o rótulo de segundo piloto da escuderia italiana.
''Deixarei o automobilismo no dia que eu disser que sou o piloto número dois. Lutarei pela vitória aqui, não importa em quais condições'', disse Massa, no circuito de Hungaroring, onde sofreu o mais grave acidente de sua carreira, no ano passado - perdeu o restante da temporada depois de ser atingido por uma mola que se soltou do carro de Rubens Barrichello.
Na Alemanha, Massa liderava a prova até acatar uma ordem da direção da Ferrari para inverter as posições com Alonso, que está à sua frente no Mundial de pilotos. O espanhol, quinto na classificação, tem 123 pontos, contra 85 do brasileiro, que ocupa o oitavo lugar.
O time vermelho foi multado em US$ 100 mil (cerca de R$ 176 mil) e pode até ser excluído da competição de construtores devido à ''marmelada''.
O caso será julgado pelo Conselho Mundial da FIA, no dia 10 de setembro. A punição pode variar desde uma reprimenda, uma multa maior, a desqualificação da corrida ou, no pior dos cenários, a exclusão do time da classificação.
Questionado se voltará a abrir passagem para Alonso caso a situação do último fim de semana se repita, Massa respondeu ''Eu vencerei''. ''Quero fazer o melhor para o time. Não estou aqui apenas para correr, mas para vencer. Esse é o meu objetivo. Se eu estiver em condições de vencer, tenho que ir até o fim e lutar pela vitória'', completou.
Já Fernando Alonso afirmou que é mais um funcionário da Ferrari e que deve fidelidade à equipe, tentando deixar a polêmica da Alemanha para trás. ''Sabemos que trabalhamos para a Ferrari. As coisas estão muito claras, há muito tempo, conversamos com Luca Di Montezemolo (presidente da Fiat), com Stefano (Domenicali, diretor da Ferrari). E sabemos que a Ferrari está acima de todos os pilotos'', ressaltou.

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