Sakhir, Bahrein - Após duas corridas com protagonistas diferentes, a Fórmula 1 chega nesta fim-de-semana ao circuito de Sakhir, no Bahrein. E no calor do deserto é que o Mundial 2008 pode começar a se desenhar, com Felipe Massa, ainda sem pontos na temporada, precisando de um bom resultado para garantir seu futuro na Ferrari.
Pressionado, o brasileiro tem a seu favor o fato de ter vencido o último grande prêmio bareinita, quando foi o primeiro a completar as 57 voltas, que totalizam uma distância de 308,238 quilômetros. Além disso, Massa ainda dominou o fim-de-semana de 2007 anotando a pole position, com o tempo de 1min32s652, e a volta mais rápida da prova (1min34s067).
De bom retrospecto nas quatro corridas já realizadas no Bahrein, a escuderia italiana também saiu vencedora em 2004, quando o primeiro colocado Michel Schumacher ainda cravou o recorde da pista - 1min30s252. Ferrari à parte, quem também é conhecido por se dar bem no país é Fernando Alonso, que a bordo da Renault faturou a corrida em 2005 e 2006. Contudo, o desempenho modesto do R28 nesta temporada tira qualquer possibilidade de nova vitória para o espanhol.
Por outro lado, no deserto, cuja temperatura ambiente deve variar entre 23ºC e 27ºC no próximo domingo, data da corrida, Lewis Hamilton quer quebrar o jejum da McLaren, equipe que não leva boas recordações do local: nunca passou de um segundo lugar.
Escândalo
Em carta publicada no jornal inglês ''The Times'', o príncipe herdeiro do Bahrein, xeque Salman Bin Hamad Al-Khalifa, teria pedido ao presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, para não comparecer à terceira etapa da F-1 em 2008.
Mosley, envolvido em um escândalo sexual após aparecer em um vídeo em uma orgia com prostitutas, no qual teria feito referências nazistas, já havia decidido não comparecer à corrida para evitar uma maior repercussão do caso.
Na carta, o príncipe diz ao dirigente que sua presença no Bahrein seria ''inapropriada no momento''.

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