São Paulo - Sakhir, dia 1º de março, último dia de testes da pré-temporada para as grandes equipes da F-1. Felipe Massa fecha pelo terceiro dia consecutivo os treinos coletivos em primeiro. A boa performance no Bahrein (dos seis dias foi o mais veloz em quatro) aliada aos resultados das sessões anteriores, além do fato de ser o único dos três favoritos ao título a não ter trocado de escuderia, aumentam a cotação do brasileiro.
Hoje, 45 dias depois, o cenário é o mesmo, o circuito no meio do deserto. A situação de Massa, porém, começa a ficar incômoda. Não só no Mundial como na Ferrari, que ainda não escolheu seu primeiro piloto. A partir das 8 horas (de Brasília), ele entra na pista para o treino que definirá o grid de largada da terceira etapa do campeonato, que acontece amanhã, às 8h30.
E, para manter vivas as suas pretensões, quer conquistar a pole por dois motivos. O primeiro é ter a chance de sair na frente e abrir folga na liderança da corrida - como aconteceu com Kimi Raikkonen e Fernando Alonso, ganhadores dos dois GPs deste ano - e tentar vencer pela primeira vez em 2007.
O outro motivo é a sujeira na pista. ''Aqui, com certeza a diferença entre largar do lado direito ou do esquerdo é enorme'', falou Massa, que fez a pole na semana passada na Malásia. ''Lá não fazia tanta diferença.''
''Sabemos que a pista aqui é muito suja quando se está fora da trilha, e largar do lado esquerdo (em que ficam os números ímpares do grid) é muito melhor'', disse o ferrarista, sexto na tabela, 11 pontos atrás de Alonso (o líder) e com nove a menos que Raikkonen (o vice).
Ontem, no entanto, nas duas primeiras sessões de treinos livres no Bahrein, quem ficou à frente foi Raikkonen. No primeiro ensaio, cravou a melhor volta em 1min33s162. No segundo, fez 1min33s527. Massa fez o segundo tempo na primeira sessão, 0s517 atrás do companheiro de Ferrari, e o quarto tempo na segunda - chegou a rodar após o motor do Honda de Jenson Button estourar bem na sua frente. Alonso foi quarto e, depois, quinto.
Caso Senna - A Suprema Corte italiana confirmou ontem que Patrick Head, diretor técnico da Williams, é responsável por homicídio culposo (sem intenção) pela morte do piloto Ayrton Senna, em 1º de maio de 1994. O dirigente inglês, no entanto, não terá de cumprir pena porque o crime já prescreveu.
O brasileiro morreu durante o GP de San Marino daquele ano, depois que seu Williams chocou-se contra o muro da curva Tamburello, em Imola.
De acordo com a sentença proferida ontem, ''a causa do acidente foi a ruptura da barra de direção, causada pela modificação mal projetada e executada, conduzindo a um comportamento culposo e omisso de Head, já que o acontecido era previsível e evitável''.

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