São Paulo - O piloto brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, desembarcou ontem em São Paulo e disse confiar na torcida brasileira para conquistar o título do Mundial de Pilotos da F-1, que será decidido no dia 2 de novembro, no GP do Brasil, em Interlagos.
Com a vitória no GP da China, no último domingo, o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, ampliou a vantagem na disputa pelo título. Ele possui 94 pontos na liderança, sete à frente de Massa. Desta forma, o inglês garante o título com um quinto lugar (quatro pontos) na etapa final. ''Eu sempre gostei de correr em casa, pois você absorve tudo de positivo que a torcida tem para te passar'', falou Massa.
Massa costuma ter bom desempenho em Interlagos pela Ferrari. Ele fez a pole-position nos dois últimos anos e venceu a corrida em 2006 - em 2007, ficou em segundo após ceder a liderança para seu companheiro, o finlandês Kimi Raikkonen, que conquistou o título. ''O importante é manter sempre a esperança e fazer o melhor que eu puder, que é vencer a corrida. Talvez isso não seja suficiente, mas é o máximo que eu posso fazer agora e isso que pretendo alcançar'', falou Massa.
Se servir de consolo para Massa, dos oito títulos que o Brasil já conquistou na F-1, dois vieram de viradas na última corrida - ambos com Nelson Piquet, em 1981 e 1983.
Emerson Fittipaldi ganhou o Mundial de 1974 depois de chegar empatado com Clay Regazzoni à derradeira etapa do ano. Desde 1991, com Ayrton Senna, o país não conquista um título.
Pressão extra
Já o inglês Lewis Hamilton acredita que a pressão na etapa decisiva do Mundial estará sobre o brasileiro. O motivo, na opinião do inglês, será exatamente a torcida em Interlagos. Que pode empurrar o brasileiro, segundo ele, mas que também pode atrapalhar.
''Certamente, a torcida dá uma força extra, é até difícil explicar o que é. Nigel Mansell costumava dizer que a torcida rendia 1 segundo por volta. Não sei se é tudo isso, mas ele tem alguma razão. A torcida te dá uma confiança a mais. Lembro de todo o apoio que recebi em Silverstone, quando ganhei o GP, e de o quanto isso significou para mim'', afirmou Hamilton.
''Mas isso também traz uma pressão extra. Você sabe que está lá para entreter as pessoas e você não quer desapontar os torcedores mandando-os para casa de mãos vazias'', completou.

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